Washington envia segundo porta-aviões para o Médio Oriente

Sexta-feira 13 Fevereiro 2026 - 11:30
Washington envia segundo porta-aviões para o Médio Oriente

Os Estados Unidos ordenaram o envio de um segundo porta-aviões para o Médio Oriente, informaram esta quinta-feira vários órgãos de imprensa norte-americanos, enquanto o presidente Donald Trump pondera uma possível ação militar contra o Irão. Esta decisão surge no meio de tensões crescentes, apesar do recente início de negociações indiretas entre Washington e Teerão sobre o futuro do programa nuclear iraniano.

De acordo com reportagens publicadas pelo The Wall Street Journal, The New York Times e CBS, o Pentágono preparou o envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford, acompanhado por outros navios de guerra, para se juntar ao grupo de ataque de porta-aviões já presente na região. Este grupo é liderado pelo USS Abraham Lincoln, que foi enviado para o Golfo Pérsico no final do mês passado.

A Casa Branca alertou recentemente o Irão para “consequências muito dolorosas” caso as negociações nucleares falhem. Ao mesmo tempo, Washington reforçou a sua presença militar para aumentar a pressão sobre a República Islâmica. O Pentágono não comentou imediatamente estas reportagens.

Segundo o New York Times, o porta-aviões USS Gerald R. Ford esteve inicialmente nas Caraíbas como parte da estratégia de pressão da administração Trump contra a Venezuela. Algumas das suas aeronaves terão participado na operação de 3 de janeiro em Caracas, que levou à queda do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Esta operação, que visava prender Nicolás Maduro e a sua mulher, terá resultado em pelo menos 55 mortes, incluindo 23 militares venezuelanos e 32 membros das forças de segurança cubanas. O número de vítimas civis permanece incerto, com algumas estimativas a sugerirem um total de mortos entre 70 e 80.

Atualmente, é difícil determinar durante quanto tempo os dois porta-aviões norte-americanos permanecerão na região. Este reforço militar, no entanto, ilustra o aumento das tensões geopolíticas, uma vez que os Estados Unidos combinam a pressão diplomática com uma demonstração de força em diversas questões sensíveis, do Irão à Venezuela.



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