Gigante de chips Nvidia nega qualquer violação na China
A gigante norte-americana de semicondutores Nvidia garantiu na terça-feira que não está a infringir nenhuma lei depois de a China ter acusado a empresa de violar as suas regulamentações antitruste, o mais recente episódio de uma acesa batalha tecnológica entre Pequim e Washington.
"Cumprimos integralmente a lei", disse um porta-voz da empresa num comunicado enviado à AFP.
"Continuaremos a cooperar com todas as agências governamentais relevantes enquanto avaliam o impacto competitivo dos controlos de exportação" impostos pelos Estados Unidos sobre os produtos tecnológicos nos mercados comerciais, acrescentou.
Sediada na Califórnia, a empresa, uma das líderes mundiais em chips de inteligência artificial (IA), está no centro da rivalidade pela supremacia no setor estratégico dos semicondutores.
Washington proíbe a Nvidia de exportar os seus produtos mais avançados para a China. A empresa terá ainda de pagar ao governo norte-americano 15% das suas receitas com a venda de chips de IA no país asiático.
Por seu lado, Pequim manifestou preocupações com a segurança nacional sobre os produtos da Nvidia e instou as empresas chinesas a recorrerem a fornecedores locais de semicondutores.
Depois de ter aberto uma investigação à Nvidia em dezembro, o principal regulador de mercado da China declarou na segunda-feira que a empresa tinha violado as leis anti-monopólio, de acordo com as conclusões preliminares.
Não foram fornecidos detalhes sobre as alegadas violações. Mas as autoridades indicaram que iriam continuar a investigação.
O anúncio do regulador chinês na segunda-feira ocorreu enquanto altos funcionários de ambos os países se reuniam em Madrid para o segundo dia de negociações comerciais.
No final das negociações, as duas partes afirmaram ter chegado a um acordo "estrutural" para resolver o diferendo em torno do TikTok. A rede social está no centro de uma disputa entre os dois países. Washington exige que o TikTok seja vendido a um proprietário não chinês até quarta-feira, sob pena de ser proibido nos Estados Unidos.
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