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Ucrânia: Macron condena ataques russos e promete novos mísseis interceptores

Sábado 22 - 13:42
Ucrânia: Macron condena ataques russos e promete novos mísseis interceptores

Após um novo ataque russo mortal contra um shopping em Kryvyi Rih, Emmanuel Macron denunciou os ataques que considera particularmente graves. O presidente francês anunciou o envio de mísseis interceptores adicionais à Ucrânia, enquanto Kiev enfrenta uma pressão crescente sobre suas capacidades de defesa aérea.

Uma nova onda de ataques russos resultou em um alto número de vítimas no sábado, 22 de agosto, na Ucrânia. Um shopping localizado em Kryvyi Rih, no centro do país, foi atingido durante o dia. Segundo o balanço divulgado após o ataque, pelo menos 16 pessoas foram mortas e cerca de 130 outras feridas.

Diante deste novo ataque, Emmanuel Macron expressou sua "horror" e "emoção". Em uma mensagem publicada na rede social X após uma conversa com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o chefe de Estado francês anunciou uma nova contribuição francesa para a defesa aérea ucraniana.

Paris quer reforçar o escudo aéreo ucraniano

Emmanuel Macron indicou que a França irá fornecer novos mísseis "interceptores" para ajudar a Ucrânia a proteger seu território contra os ataques aéreos russos.

O objetivo declarado pelo presidente francês é permitir que Kiev tenha meios adicionais para contrabalançar os mísseis e drones utilizados durante os ataques russos. Essa ajuda ocorre enquanto as autoridades ucranianas relatam uma pressão significativa sobre seus estoques de interceptores, essenciais para tentar neutralizar os projéteis antes que atinjam seus alvos.

O presidente francês também chamou os outros Estados com capacidades adequadas a participar mais desse esforço. Para Paris, o fortalecimento da defesa aérea é um dos principais alavancadores do apoio militar à Ucrânia.

Um ataque que aumenta ainda mais o número de vítimas dos ataques russos

Em Kryvyi Rih, os serviços de emergência continuaram suas operações após o ataque ao shopping. As imagens divulgadas após os ataques mostram danos significativos na cidade, enquanto as equipes de resgate atuavam nas áreas afetadas.

Esse ataque ocorre enquanto os bombardeios russos continuam a atingir regularmente várias regiões ucranianas. Para Kiev, a capacidade de proteger as infraestruturas e as populações depende amplamente da disponibilidade de sistemas capazes de interceptar mísseis e drones russos.

A questão das munições destinadas à defesa antiaérea tornou-se, portanto, uma questão central para os aliados da Ucrânia.

Macron e Zelensky coordenam sua resposta

O presidente francês conversou no sábado com Volodymyr Zelensky. Essa troca ocorre enquanto os parceiros europeus da Ucrânia buscam manter seu apoio militar e coordenar suas respostas diante da intensificação dos ataques.

Emmanuel Macron também deve co-presidir na segunda-feira uma reunião da "coalizão de voluntários", ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz e do novo primeiro-ministro britânico Andy Burnham. Este encontro reunirá os países comprometidos ao lado de Kiev e deve permitir examinar os meios adicionais que podem ser mobilizados para reforçar a defesa ucraniana.

O anúncio francês ocorre em um momento em que os europeus buscam aumentar sua contribuição, especialmente na área particularmente sensível da defesa aérea.

Um apelo a uma mobilização europeia ampliada

Ao anunciar novos interceptores, Emmanuel Macron pretende responder a um pedido recorrente das autoridades ucranianas: dispor de mais meios para proteger as cidades e as infraestruturas contra os ataques russos.

O presidente francês também insistiu na necessidade de uma mobilização mais ampla dos países que apoiam Kiev. A questão agora vai além da simples entrega de material militar: para os europeus, trata-se também de manter uma capacidade coletiva de apoio à Ucrânia enquanto os ataques continuam a causar vítimas civis.

O ataque em Kryvyi Rih vem lembrar a vulnerabilidade persistente do território ucraniano diante dos ataques aéreos russos e a posição estratégica ocupada pelos sistemas de interceptação na continuidade do apoio ocidental a Kiev.


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