Quase 40% dos cancros poderiam ser prevenidos, segundo a OMS

Quinta-feira 05 Fevereiro 2026 - 11:30
Quase 40% dos cancros poderiam ser prevenidos, segundo a OMS

Quase quatro em cada dez casos de cancro no mundo poderiam ser prevenidos através de medidas preventivas eficazes. Esta é a principal conclusão de uma nova análise publicada a 3 de fevereiro pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC), que destaca o impacto considerável dos fatores de risco evitáveis ​​no desenvolvimento da doença.

O estudo, baseado em dados que abrangem 36 tipos de cancro em 185 países, identifica 30 fatores de risco modificáveis, incluindo o tabagismo, o consumo de álcool, o excesso de peso, o sedentarismo, a poluição do ar, a exposição à radiação ultravioleta e, pela primeira vez, nove agentes infeciosos. De acordo com esta análise, 37% dos novos casos de cancro registados em 2022, ou aproximadamente 7,1 milhões de casos, estavam relacionados com causas evitáveis.

O tabagismo continua a ser, de longe, o principal fator de risco a nível mundial, responsável por 15% dos novos casos, à frente das infeções (10%) e do consumo de álcool (3%). Os cancros do pulmão, do estômago e do colo do útero, por si só, representam quase metade de todos os cancros atribuíveis a estes factores evitáveis, ilustrando o impacto directo dos comportamentos e do ambiente na saúde.

A análise revela também disparidades significativas entre os sexos. Por exemplo, 45% dos cancros nos homens estão ligados a causas evitáveis, em comparação com 30% nas mulheres. Nos homens, o tabagismo é o principal fator de risco, enquanto as infeções são o principal fator de risco nas mulheres, realçando a necessidade de abordagens diferenciadas para a prevenção.

Para a OMS e a IARC, estes resultados confirmam a necessidade urgente de reforçar as políticas de prevenção a nível global. O controlo do tabaco, a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) e a hepatite B, a redução da poluição e a promoção de uma dieta equilibrada e de uma actividade física regular estão entre as alavancas essenciais para reduzir de forma sustentável a incidência do cancro e aliviar o seu pesado fardo social e de saúde.



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