Islândia vai realizar referendo sobre adesão à UE 'nos próximos meses', diz primeira-ministra
A Islândia vai realizar um referendo "nos próximos meses" sobre o retomar das negociações de adesão à União Europeia, afirmou a primeira-ministra Kristrun Frostadottir esta quarta-feira, durante uma visita à Polónia.
Reiquejavik abandonou as negociações de adesão à UE em 2013, após quatro anos de conversações, mas o aumento do custo de vida e a guerra na Ucrânia reacenderam o interesse do país insular em aderir ao bloco, segundo as sondagens de opinião.
As repetidas ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de anexar a Gronelândia, situada entre a Islândia e os Estados Unidos, tornaram também a questão da adesão à UE mais premente para a Islândia, que alberga quase 400 mil pessoas.
"Nos próximos meses, realizaremos um referendo sobre a reabertura das negociações de adesão da Islândia à UE", disse Frostadottir numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk.
O Governo de centro-esquerda da Islândia, que chegou ao poder após eleições antecipadas em 2024, prometeu realizar um referendo até ao próximo ano sobre o retomar das negociações com a UE.
Frostadottir afirmou que a reabertura das negociações visa "abrir uma oportunidade" para a Islândia e procurar uma melhor integração do país na Europa.
A Islândia já faz parte do mercado único da UE, da zona de livre circulação de Schengen e da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). É também membro da OTAN.
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