FMI insta EUA a trabalhar com parceiros para flexibilizar restrições comerciais
O FMI (Fundo Monetário Internacional) pediu na quarta-feira (25 de fevereiro) aos Estados Unidos que trabalhem com os seus parceiros comerciais e encontrem formas de flexibilizar mutuamente as restrições comerciais, ao divulgar uma análise da economia norte-americana.
As conclusões do FMI abrangem o primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump, no qual impôs tarifas abrangentes a aliados e concorrentes, procurando reduzir o défice comercial dos EUA e impulsionar a produção nacional.
Mas as suas tarifas intermitentes afectaram as cadeias de abastecimento e os mercados financeiros.
Durante o ano, a administração Trump procurou também diminuir a dependência dos trabalhadores imigrantes sem autorização e reduzir o papel do governo federal na economia, observou o FMI.
Mas o FMI afirmou na quarta-feira que Washington deve trabalhar construtivamente com os seus parceiros "para abordar as preocupações com as práticas comerciais desleais e concordar com uma redução coordenada das restrições comerciais e das distorções da política industrial que têm efeitos negativos transfronteiriços".
"Quando as medidas comerciais e de investimento (incluindo tarifas e controlos de exportação) são implementadas por razões de segurança nacional, estas políticas devem ser aplicadas de forma restrita", defendeu o relatório.
A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, disse aos jornalistas que o relatório foi preparado antes de o Supremo Tribunal ter derrubado muitas das tarifas de Trump na passada sexta-feira, acrescentando que a instituição iria analisar este desenvolvimento.
Desde a decisão, Trump recorreu a uma lei diferente para impor uma nova tarifa global de 10%, que também ameaçou aumentar para 15%.
Georgieva reuniu-se com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e com o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, antes da divulgação do relatório.
Ela observou que o FMI partilha da preocupação da administração Trump com a dimensão do défice comercial e da balança corrente dos EUA. A mesma acrescentou que o défice da balança corrente do país é "muito grande".
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