Guterres condena ataques no Mali e pede resposta internacional coordenada
O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou o “extremismo violento” após os ataques contra o exército no Mali, país governado por uma junta militar, reivindicados pelos jihadistas e rebeldes tuaregues.
“O Secretário-Geral está profundamente preocupado com os relatos de ataques em vários locais do Mali”, afirmou o seu porta-voz num comunicado divulgado no sábado.
“O Secretário-Geral apela a um apoio internacional coordenado para enfrentar a crescente ameaça do extremismo violento e do terrorismo no Sahel e para responder às necessidades humanitárias urgentes”, acrescentou.
Os jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado da Al-Qaeda, reivindicaram no sábado a responsabilidade por uma série de ataques coordenados com a rebelião tuaregue contra posições estratégicas controladas pela junta militar no Mali, nos arredores de Bamako e em várias cidades importantes do país saheliano.
O senhor Guterres “condena veementemente estes atos de violência, expressa a sua solidariedade para com o povo maliano e sublinha a necessidade de proteger os civis e as infraestruturas civis”, continuou o comunicado.
O responsável da ONU apelou ainda a “uma forte coordenação e colaboração em matéria de segurança em toda a região”.
O Mali tem sido assolado por conflitos e violência jihadista há mais de uma década, mas desde que a junta militar tomou o poder em 2020, estes ataques de jihadistas e a rebelião tuaregue da Frente de Libertação de Azawad (ALF) são sem precedentes.
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