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Usar inteligência artificial para diagnosticar demência através de varrimento de retina
Uma equipa de investigadores escoceses da Universidade de Edimburgo, liderada pelo professor Paljin Dillon, está a trabalhar numa tecnologia inovadora para diagnosticar a demência, utilizando inteligência artificial e digitalização da retina. De acordo com uma notícia da BBC, a equipa está a concentrar-se na análise de imagens da retina para detetar sinais precoces de demência, indicadores que surgem antes dos sintomas clínicos habituais, permitindo uma intervenção precoce para atrasar a progressão da doença.
A equipa está atualmente a reunir uma enorme base de dados com quase um milhão de imagens da retina, recolhidas de centros óticos em toda a Escócia, tornando-se a maior base de dados deste tipo no mundo. A inteligência artificial analisa os vasos sanguíneos dos olhos para identificar sinais que possam indicar a presença de demência, tornando a técnica promissora para o diagnóstico precoce da doença.
O professor Dillon disse: "Os olhos dizem-nos muito mais do que pensávamos. A retina armazena dados ricos que servem como medida biológica da saúde do cérebro. Podemos examinar a retina com equipamento simples, disponível nas nossas próprias casas. A retina armazena dados ricos que servem como medida biológica da saúde do cérebro. Podemos examinar a retina com equipamentos simples, disponíveis nas nossas próprias casas. Há muitos centros óticos. " Acrescentou que uma simples imagem da retina poderia ajudar a prever futuras alterações cerebrais.
A demência, que abrange uma série de sintomas que afetam a memória, o pensamento e as competências sociais, ainda não tem cura definitiva. No entanto, o diagnóstico precoce é essencial para uma melhor gestão da doença. Com estes testes simples, os médicos podem trabalhar com os doentes nas fases iniciais para reduzir o impacto da doença no seu dia-a-dia.
De acordo com a Dementia UK, uma instituição de solidariedade especializada, a demência afecta uma em cada 14 pessoas com mais de 65 anos, um número que sobe para uma em cada seis pessoas com mais de 80 anos. Por conseguinte, a aplicação desta tecnologia pode ter um impacto considerável no combate a este crescente desafio de saúde.
O protótipo desta tecnologia deverá ser lançado ainda este ano, estando prevista a sua implementação em centros óticos no Reino Unido até 2026. Embora existam preocupações sobre o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho, a sua utilização na área médica representa um importante aspeto positivo que poderá melhorar a vida de muitas pessoas em todo o mundo.
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