Tânger Med, o porto marroquino que redefine as rotas comerciais globais
A revista italiana Panorama escreveu um artigo brilhante sobre Tânger Med, descrevendo este centro marítimo como um "porto que redefine as rotas comerciais globais" e um símbolo da crescente importância de Marrocos no panorama económico internacional.
Muito mais do que um porto, Tânger Med é descrito como uma verdadeira "plataforma integrada", combinando zonas industriais, logísticas e de comércio livre, capaz de atrair investimentos significativos. Ligado a mais de 200 portos em quase 80 países, tornou-se um interface estratégico entre a Europa, África e Ásia, reduzindo a dependência dos principais portos do Norte da Europa e oferecendo à África Ocidental um centro único de competitividade.
Classificado como o terceiro maior porto do mundo em termos de desempenho pelo Banco Mundial, Tânger Med consolidou-se como um destino preferencial para as grandes companhias de navegação, graças à sua eficiência e infraestruturas de ponta. Para a Panorama, este sucesso é o resultado da visão estratégica impulsionada pelo Rei Mohammed VI, assente na ambição, consistência e sustentabilidade.
Líder africano pelo oitavo ano consecutivo e número um no Mediterrâneo nos últimos cinco anos, superando portos históricos como Barcelona, Marselha e Génova, o Tânger Med representa hoje o futuro do comércio marítimo global.
Mas o seu papel não se limita à logística: o porto posiciona-se também como um laboratório para a transição ecológica, alinhado com as ambições de Marrocos em termos de descarbonização e produção de hidrogénio verde. Este foco reforça a sua imagem de porto "amigo do ambiente", capaz de enfrentar os desafios climáticos globais.
Em 2030, enquanto Marrocos se prepara para receber o Campeonato do Mundo de Futebol com Espanha e Portugal, a expansão do terminal de passageiros já está em curso. O objectivo: reforçar a integração entre o porto, as redes rodoviárias e as zonas industriais vizinhas.
Para a Panorama, o Tânger Med não é apenas um ponto de trânsito de mercadorias, mas um local onde "a geografia do comércio mundial está a ser reescrita", na encruzilhada do Atlântico e do Mediterrâneo, entre dois continentes cujos futuros económicos estão cada vez mais interligados.
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