Nasa: o telescópio Roman decola para mapear o Universo
A Nasa lançou no domingo o telescópio espacial Roman da Flórida. Esta missão de vários anos deve permitir que os cientistas explorem a evolução do cosmos e compreendam melhor alguns dos fenômenos mais enigmáticos do Universo.
Uma nova página da exploração espacial se abriu no domingo nos Estados Unidos. O telescópio espacial Roman deixou a Terra a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. O lançamento, realizado às 07h26, horário local, marca o início de uma missão científica projetada para observar o cosmos em uma escala particularmente ampla.
O objetivo é ambicioso: estabelecer um mapeamento extremamente detalhado de uma parte considerável do Universo e coletar dados que possam ajudar os pesquisadores a responder a várias questões fundamentais sobre seu funcionamento.
Uma missão pensada a longo prazo
O projeto Roman é fruto de mais de uma década de desenvolvimento. Seu custo ultrapassa 4 bilhões de dólares, à altura das ambições científicas que lhe são associadas.
O telescópio leva o nome de Nancy Grace Roman, figura importante da astronomia americana. Conhecida como a "mãe do Hubble", ela desempenhou um papel determinante no desenvolvimento do programa espacial que deu origem ao famoso telescópio Hubble.
Com Roman, a Nasa pretende agora dar um novo passo. Onde as observações anteriores permitiram aprimorar consideravelmente nossa compreensão do Universo, este novo observatório deve, entre outras coisas, multiplicar as observações sobre vastas porções do céu.
Compreender por que o Universo acelera
Uma das principais missões de Roman se concentrará na expansão do Universo.
As observações realizadas ao longo das últimas décadas estabeleceram que o cosmos não se limita a se expandir: sua expansão parece também estar acelerando. Este fenômeno permanece um dos grandes desafios da física moderna e está intimamente ligado à misteriosa energia escura.
O telescópio Roman deve fornecer novos dados para determinar melhor como essa aceleração evoluiu ao longo da história cósmica. Suas observações poderiam assim ajudar os cientistas a testar os modelos atuais que descrevem a evolução do Universo.
Um "atlas" cósmico em grande escala
A particularidade de Roman reside, entre outras coisas, em sua capacidade de observar vastas regiões do céu. Em vez de se concentrar apenas em alguns objetos celestes, o telescópio foi projetado para produzir uma visão muito mais ampla da estrutura do cosmos.
Essa abordagem permitirá que os pesquisadores estudem a distribuição das galáxias, sua evolução e os fenômenos que moldaram o Universo ao longo do tempo.
Os dados coletados também poderão contribuir para uma melhor compreensão da matéria escura, outra componente invisível cujos efeitos gravitacionais são, no entanto, essenciais para a formação das estruturas cósmicas.
Após Hubble, uma nova geração de observatórios
O lançamento de Roman se insere na continuidade das grandes missões espaciais americanas dedicadas à observação do Universo.
Hubble transformou profundamente nossa percepção do cosmos ao fornecer imagens e medições que revolucionaram muitos campos da astronomia. Roman deve complementar essa abordagem, priorizando, entre outras coisas, os levantamentos em grande escala.
Sua chegada ao espaço abre assim um vasto programa de observações que deverá se estender por vários anos. Para os astrônomos, o desafio vai além da simples produção de novas imagens: trata-se de coletar dados suficientes para confrontar as teorias atuais com as realidades observadas.
O telescópio Roman pode, portanto, se tornar um dos instrumentos principais da astronomia contemporânea, com a esperança de avançar nossa compreensão do Universo em questões para as quais a ciência ainda possui apenas respostas parciais.
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