Ministro da Defesa quer que Portugal produza drones

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Ministro da Defesa quer que Portugal produza drones

O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, visitou a empresa turca Baykar , especialista na produção de drones, em busca de "melhores práticas", destacando a importância económica de Portugal enquanto produtor e exportador de equipamento militar.

"Estamos diante de uma empresa que trilhou esse caminho por quase 20 anos, desde drones muito pequenos e experimentais até o que vocês veem aqui, que é tecnologia de ponta, o melhor que existe no mundo. Nós, em Portugal, também seguiremos esse caminho em nossa escala, mas é observando bons exemplos e boas práticas que podemos identificar melhor nossos objetivos para o futuro", defendeu Nuno Melo, após visitar as instalações da empresa turca Baykar Technology , em Istambul, Turquia.

Em visita ao país para explorar oportunidades de negócios e possíveis parcerias, Nuno Melo passou a manhã nesta empresa turca especializada no desenvolvimento e produção de veículos aéreos não tripulados (comumente conhecidos como drones), utilizados em operações no exterior, como na Ucrânia, além de atuar no setor aeroespacial e na produção de satélites.

O responsável sublinhou que os drones “são o presente e o futuro”, numa altura em que Portugal também aposta na produção desta tecnologia e lidera um projeto nesta área no âmbito do programa SAFE, um programa europeu de empréstimos para a Defesa.

Melo enfatizou a importância de Portugal deixar de ser apenas um cliente e se tornar também um produtor e exportador no mundo das indústrias de defesa, destacando as vantagens económicas e sociais que o desenvolvimento de empresas neste setor traz para o país, como a criação de emprego e a retenção de cidadãos no interior (em Beja, Portugal produzirá, por exemplo, aviões Super Tucano).

O funcionário fez questão de enfatizar que se trata de uma empresa “totalmente privada”, com uma média de idade de cerca de 29 anos, destacando que é um exemplo do tipo de investimento que “ajuda a atrair empregos qualificados e bem remunerados”.

Questionado se procurava equipamento para o futuro porta-drones português D. João II, que está a ser produzido na Roménia, Nuno Melo afirmou que o objetivo da visita não era fechar “aquisições específicas”, mas sim “trocar experiências”. Melo destacou a dupla utilização deste tipo de veículo não tripulado, salientando que, para além do uso militar, os drones podem ser úteis em operações de busca e salvamento, vigilância ou transporte de equipamento.



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