Mais de 70 desaparecidos após naufrágio de barco de migrantes no Mediterrâneo
Pelo menos 70 pessoas desapareceram no sábado após o naufrágio de um barco de migrantes no Mediterrâneo, informou este domingo uma ONG italiana.
A organização Mediterranea Saving Humans anunciou na plataforma de redes sociais americana X que 32 sobreviventes e dois corpos foram recuperados do naufrágio, enquanto mais de 70 pessoas continuam desaparecidas.
"Na tarde de ontem, uma embarcação de madeira com cerca de 105 mulheres, homens e crianças a bordo, que tinha partido de Tajoura fugindo da Líbia, naufragou na zona de busca e salvamento sob controlo líbio. O naufrágio ocorreu a 14 milhas náuticas a nordeste das plataformas petrolíferas da ENI-NOC em Bouri", informou a ONG, referindo-se ao Campo Petrolífero de Bouri, localizado a 120 quilómetros (75 milhas) a norte da costa líbia.
Os sobreviventes desembarcaram e os corpos recuperados chegaram ao início da manhã de domingo à ilha de Lampedusa, no sul de Itália.
"Outras 70 pessoas estão desaparecidas no mar. Solidarizamo-nos com a dor dos sobreviventes, das suas famílias e amigos", acrescentou a ONG.
"Este último naufrágio não é um trágico acidente, mas sim o resultado das políticas dos governos europeus, que se recusam a abrir canais de entrada seguros e legais."
Em Lampedusa, os sobreviventes disseram à agência de notícias ANSA que inicialmente estavam 110 pessoas a bordo e sugeriram que cerca de 80 caíram ao mar e se afogaram antes da chegada de uma patrulha da guarda costeira.
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