Urgente 16:48 Mulher morre vítima do vírus Nipah no norte do Bangladesh, noticia a OMS 16:16 Trump lança TrumpRx.gov para reduzir drasticamente os preços dos medicamentos nos Estados Unidos 15:27 A Europa é abalada pelos arquivos de Epstein, enquanto as repercussões permanecem discretas nos Estados Unidos 14:57 Barcelona anuncia desistência do projeto da Superliga Europeia 14:19 Economia Global: Estados Unidos na Liderança, Ásia em Ascensão e Europa Mantém Posição em 2025 13:36 Musk prevê que a inteligência artificial orbital ultrapasse os sistemas terrestres 12:48 Zelenskyy afirma que os EUA deram um prazo até junho para a Ucrânia e a Rússia terminarem a guerra 11:57 Trump recusa pedir desculpa por vídeo racista que retrata os Obama como macacos 11:16 UE anuncia 20º pacote de sanções contra a Rússia 10:37 Marrocos ascende ao quarto lugar nas operações da Força Aérea Africana 10:15 Casa Branca planeia cimeira do Conselho de Paz de Gaza para impulsionar cessar-fogo e reconstrução 10:11 Caso Epstein: Bill e Hillary Clinton exigem audição pública no Congresso 09:30 Viagens 2026: Banguecoque, Paris e Marraquexe lideram a lista dos destinos mais reservados 09:18 Trump formaliza ordem que ameaça com tarifas países que fazem negócios com o Irão 09:00 Casablanca, uma metrópole vibrante virada para o Atlântico, segundo o jornal francês Le Figaro 08:15 Os preços globais dos alimentos continuam a cair em janeiro de 2026, segundo a FAO 07:45 AIEA e OCP Group firmam aliança estratégica para uma agricultura sustentável e maior segurança alimentar

Liberdade sob vigilância: Proteger os direitos humanos na era digital

Quinta-feira 12 Dezembro 2024 - 15:45
com uma caneta: Azzat Manal
Liberdade sob vigilância: Proteger os direitos humanos na era digital

Na era digital, a tecnologia mudou radicalmente a forma como vivemos, trabalhamos e comunicamos. Mas neste mundo ultraconectado, onde os dados pessoais são omnipresentes e a vigilância se tornou uma norma, surge uma questão crucial: como proteger os direitos humanos e as liberdades individuais face aos avanços tecnológicos?

Uma nova era de vigilância

O progresso tecnológico permitiu avanços espectaculares em áreas tão variadas como a saúde, a educação, a mobilidade e até a segurança pública. Mas estas inovações têm um preço. O volume de dados gerados todos os dias, seja por redes sociais, dispositivos conectados ou transações online, é colossal. Segundo os especialistas, são criados mais de 2,5 quintilhões de bytes de dados todos os dias em todo o mundo.

A linha ténue entre segurança e privacidade

Por um lado, os governos e as empresas afirmam que a recolha de dados é necessária para garantir a segurança e melhorar os serviços. Por outro lado, levantam-se vozes para denunciar os abusos desta vigilância, nomeadamente no que diz respeito à liberdade de expressão, à protecção da vida privada e à presunção de inocência.

Escândalos de fuga de dados pessoais, como o do Facebook com a Cambridge Analytica, destacaram as falhas no sistema de proteção de dados. Muitos utilizadores da Internet, conscientes desta invasão das suas vidas privadas, apelam a mais regulamentações e protecções. Mas, em muitos países, as leis relativas à protecção de dados pessoais são ainda insuficientes ou mesmo inexistentes.

A ameaça dos governos e das corporações

A isto acresce o envolvimento de certos governos, que utilizam a tecnologia para monitorizar os seus cidadãos. Na China, por exemplo, o sistema de crédito social permite às autoridades monitorizar o comportamento dos indivíduos em tempo real e conceder-lhes privilégios ou impor sanções com base nas suas ações. Esta forma de vigilância em massa levanta grandes preocupações em termos de direitos civis e liberdades públicas.

Em alguns países, as autoridades também utilizam tecnologias de reconhecimento facial para identificar indivíduos em locais públicos, por vezes sem o seu consentimento. Embora estas tecnologias possam, teoricamente, melhorar a segurança, também aumentam os riscos de abuso e discriminação, especialmente contra as minorias.

Soluções para uma regulamentação eficaz

Confrontados com estes potenciais abusos, várias organizações internacionais, como a ONU e a União Europeia, começaram a implementar regulamentos para proteger os direitos humanos na era digital. O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), adotado pela União Europeia em 2018, estabeleceu um quadro jurídico para reger a recolha e utilização de dados pessoais. Exige que as empresas obtenham o consentimento explícito dos utilizadores antes de recolherem os seus dados e concede-lhes o direito de solicitar o apagamento dessas informações a qualquer momento.

Mas a implementação de tais regulamentos continua a ser desigual à escala global. Embora regiões como a Europa tenham tomado medidas decisivas, outras, especialmente em África e na Ásia, ainda estão atrasadas em termos de protecção de dados pessoais. São, por isso, necessários esforços internacionais para garantir a protecção universal dos direitos digitais.

O papel dos cidadãos e das empresas

Enquanto se espera por uma regulamentação global mais rigorosa, a responsabilidade não cabe apenas aos governos. Também os cidadãos devem estar conscientes das questões relacionadas com a protecção dos seus dados. Utilizar ferramentas de encriptação, evitar a partilha de informação sensível nas redes sociais ou até verificar as definições de privacidade das aplicações são ações simples, mas essenciais para limitar os riscos.

As empresas, por seu lado, também têm um papel a desempenhar. Para além dos requisitos legais, devem integrar uma cultura de transparência e responsabilidade. Isto significa garantir uma gestão ética dos dados, prevenir abusos e comprometer-se a respeitar os direitos fundamentais dos utilizadores.

A proteção dos direitos humanos na era digital exige um equilíbrio entre a inovação e a segurança, com uma regulamentação eficaz e o envolvimento dos cidadãos e das empresas. A vigilância colectiva é essencial para preservar as liberdades individuais num mundo ligado.


  • Fajr
  • Amanhecer
  • Dhuhr
  • Asr
  • Maghrib
  • Isha

Leia mais

Este site, walaw.press, utiliza cookies para lhe proporcionar uma boa experiência de navegação e melhorar continuamente os nossos serviços. Ao continuar a navegar neste site, você concorda com o uso desses cookies.