Gaza: Redução dos serviços da UNRWA agrava crise alimentar e de saúde

Sexta-feira 08 - 18:15
Gaza: Redução dos serviços da UNRWA agrava crise alimentar e de saúde

A situação humanitária na Faixa de Gaza continua a deteriorar-se com a redução significativa dos serviços prestados pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA). Num contexto marcado pela guerra, pelas restrições e pelo colapso das infraestruturas básicas, esta situação agrava as dificuldades que centenas de milhares de palestinianos enfrentam no acesso a alimentos, cuidados médicos e educação.

De acordo com testemunhos transmitidos por fontes locais, muitas famílias que dependiam directamente da ajuda da UNRWA enfrentam agora uma diminuição significativa na distribuição de alimentos e nos serviços de saúde. Antes do conflito, cerca de 70% das famílias beneficiavam, direta ou indiretamente, dos serviços da agência da ONU.

A redução das actividades da UNRWA, devido às restrições impostas e à falta de financiamento, evidenciou também as limitações de outras organizações humanitárias que operam no terreno. Várias organizações têm dificuldades em prestar assistência regular e suficiente, agravando assim a situação precária das populações deslocadas.

O setor da saúde está entre os mais afetados. Muitos doentes com doenças crónicas perderam o acesso aos tratamentos e ao acompanhamento médico anteriormente oferecidos pelos centros de saúde da agência, o que levou a uma deterioração da sua saúde num sistema de saúde já sobrecarregado.

O sector da educação está também a sofrer graves consequências. O encerramento parcial ou total das escolas da UNRWA interrompeu a escolaridade de centenas de milhares de alunos. As iniciativas educativas alternativas implementadas são ainda limitadas e insuficientes para satisfazer a dimensão das necessidades.

Perante esta situação, várias organizações humanitárias alertam para o risco de um agravamento da crise social e sanitária em Gaza, apelando a um aumento urgente do apoio internacional para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população civil.



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