FIFA: Países Baixos exigem reforma na governança e cúpula em Amsterdã
A Federação Holandesa de Futebol eleva o tom em relação à atual direção da FIFA. A KNVB deseja reunir os atores do futebol internacional em Amsterdã para refletir sobre uma reforma profunda da entidade mundial e acredita que uma nova liderança deve emergir a partir de 2027.
Um novo front se abre em torno da governança do futebol mundial. A Federação Holandesa de Futebol (KNVB) convocou no domingo a organização de uma cúpula internacional em Amsterdã dedicada ao futuro da FIFA, sem a participação de seu presidente Gianni Infantino.
Por trás dessa iniciativa está uma vontade declarada de reavaliar o funcionamento da entidade que dirige o futebol mundial. Para a federação holandesa, o debate não pode mais se restringir à sucessão do presidente: é a própria arquitetura da governança da FIFA que deve ser reexaminada.
Os Países Baixos exigem uma nova liderança a partir de 2027
Em um comunicado, a KNVB acredita que a FIFA deve contar com uma nova liderança a partir de 2027.
A posição é ainda mais significativa uma vez que a federação holandesa havia apoiado a recondução de Gianni Infantino em 2023. Na época, esse apoio se baseava, entre outras coisas, em compromissos relacionados à governança, direitos humanos, sustentabilidade e cooperação internacional.
Três anos depois, a KNVB considera que suas expectativas não foram suficientemente atendidas.
A federação afirma agora ter perdido a confiança na atual direção da organização.
Uma crítica que vai além da simples questão presidencial
Para a KNVB, substituir o presidente não seria, no entanto, uma resposta suficiente.
A federação aponta uma concentração considerada excessiva de poder em torno da presidência e uma separação que ela considera insuficientemente clara entre o presidente da FIFA e a administração da organização.
Essa crítica coloca a questão institucional no centro do debate. A KNVB deseja, assim, abrir uma reflexão coletiva sobre os mecanismos que podem fortalecer a transparência, o equilíbrio de poderes e a independência da governança.
Amsterdã quer se tornar o local do debate
Ao propor acolher a cúpula em Amsterdã, a Federação Holandesa busca criar um espaço de discussão reunindo os diferentes componentes do futebol internacional.
O objetivo seria superar as divisões em torno das pessoas para discutir as regras e os princípios que devem reger a futura governança da FIFA.
Essa abordagem ocorre em um momento em que o prazo de 2027 se apresenta como um momento importante para o futuro da entidade mundial. A questão da liderança deve, entre outras coisas, ser acompanhada de um debate mais amplo sobre as responsabilidades, os contrapesos e os compromissos internacionais da FIFA.
Uma ruptura após um apoio em 2023
A mudança de posição da KNVB constitui um dos elementos mais marcantes dessa nova contestação.
Ao apoiar Gianni Infantino em sua última reeleição, a federação holandesa havia dado crédito às orientações anunciadas pelo presidente da FIFA.
Seu apelo a uma cúpula sem Infantino agora traduz uma ruptura política clara. Para a KNVB, a questão não é mais apenas escolher um futuro presidente, mas redefinir as condições de funcionamento da governança do futebol mundial.
A proposta holandesa poderia assim abrir um debate internacional sobre o futuro da FIFA, à medida que se aproxima uma eleição presidencial que já se anuncia particularmente sensível.
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