EUA renovam isenção de sanções para compras de petróleo russo
A administração do presidente norte-americano, Donald Trump, renovou na sexta-feira por mais um mês a isenção que permite aos países comprar petróleo russo sancionado em alto-mar, mesmo com os parlamentares a acusarem o governo de ser brando com Moscovo enquanto a guerra contra a Ucrânia continua.
A isenção do Departamento do Tesouro permite aos países comprar petróleo e derivados russos carregados em navios a partir de sexta-feira e até 16 de maio. Substitui uma isenção de 30 dias que expirou a 11 de abril e exclui as transações que envolvem o Irão, Cuba e a Coreia do Norte. A medida faz parte do esforço do governo para controlar os preços globais da energia, que dispararam durante a guerra entre os EUA e Israel com o Irão. Surgiu depois de países da Ásia, sofrendo com o choque energético global, terem pressionado Washington para permitir que fontes alternativas chegassem aos mercados.
Reversão da decisão do Tesouro
"À medida que as negociações (com o Irão) se intensificam, o Tesouro quer garantir que o petróleo está disponível para quem precisa", disse um porta-voz do Departamento do Tesouro. Apenas dois dias antes, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Washington não iria renovar a isenção para o petróleo russo e outra para o petróleo iraniano, que expiraria no domingo.
Os preços globais do petróleo caíram 9% na sexta-feira, para cerca de 90 dólares por barril, depois de o Irão ter reabrido temporariamente o Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento para o petróleo no Golfo. Mas a guerra já criou a pior interrupção no fornecimento global de energia da história, segundo a Agência Internacional de Energia.
A guerra, que entra este sábado na oitava semana, danificou mais de 80 instalações de petróleo e gás no Médio Oriente, e Teerão avisou que poderá voltar a fechar o estreito se o recente bloqueio da Marinha dos EUA aos portos iranianos continuar.
Os elevados preços do petróleo representam uma ameaça para os correligionários republicanos do presidente Donald Trump, na véspera das eleições intercalares de Novembro. Trump tem também sofrido pressões dos países parceiros em relação ao preço do petróleo.
Uma fonte norte-americana afirmou que os países parceiros, à margem das reuniões do G20, do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional em Washington esta semana, solicitaram aos EUA a prorrogação da isenção. Mencionou também o petróleo numa chamada telefónica com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, um grande comprador de petróleo russo.
A isenção para o petróleo iraniano, concedida pelo Departamento do Tesouro a 20 de março, permitiu que cerca de 140 milhões de barris de petróleo chegassem aos mercados globais e ajudou a aliviar a pressão sobre o fornecimento de energia, disse Bessent no mês passado.
Danos duradouros
Os parlamentares norte-americanos de ambos os partidos criticaram duramente o governo pelas isenções de sanções, alegando que beneficiariam a economia do Irão, enquanto o país estava em guerra com os EUA, e a da Rússia, enquanto o país estava em guerra com a Ucrânia.
As isenções podem prejudicar os esforços do Ocidente para privar a Rússia de receitas para a sua guerra na Ucrânia e colocar Washington em desacordo com os seus aliados. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que agora não é o momento para relaxar as sanções contra a Rússia. O enviado especial do Presidente russo, Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, afirmou que a prorrogação da isenção concedida pelos EUA afetará mais 100 milhões de barris de petróleo russo, elevando o volume total afetado por ambas as isenções para 200 milhões de barris. Dmitriev, que viajou para os EUA a 9 de abril para reuniões com membros da administração Trump antes do vencimento da isenção anterior, afirmou no seu canal de Telegram que a prorrogação enfrentou "forte oposição política".
Brett Erickson, especialista em sanções da consultora Obsidian Risk Advisors, disse que a renovação anunciada na sexta-feira não será provavelmente a última isenção concedida por Washington.
"O conflito causou danos duradouros nos mercados globais de energia, e as ferramentas disponíveis para os estabilizar estão praticamente esgotadas", disse Erickson.
-
19:00
-
18:47
-
18:33
-
18:15
-
17:47
-
17:29
-
17:15
-
16:47
-
16:30
-
16:15
-
15:48
-
15:33
-
15:32
-
15:29
-
15:16
-
15:15
-
15:11
-
15:08
-
14:47
-
14:38
-
14:32
-
14:15
-
14:15
-
13:48
-
13:43
-
13:40
-
13:38
-
13:30
-
13:24
-
13:19
-
13:13
-
13:12
-
13:09
-
13:04
-
13:01
-
12:56
-
12:48
-
12:47
-
12:30
-
12:12
-
11:50
-
11:38
-
11:30
-
11:11
-
11:10
-
11:07
-
11:05
-
11:01
-
10:47
-
10:33
-
10:15
-
09:55
-
09:49
-
09:47
-
09:36
-
09:29
-
09:28
-
09:15
-
09:10
-
09:06
-
08:51
-
08:45
-
08:41
-
08:30
-
08:26
-
08:16
-
08:12
-
07:44
-
07:42
-
07:31
-
07:25
-
07:15
-
07:08
-
07:08
-
07:05