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A diplomacia marroquina na América Latina: um modelo de perseverança e realismo
Em 2024, a diplomacia marroquina registou novas vitórias decisivas na América Latina no que diz respeito à questão do Saara marroquino. Sob o impulso da Alta Orientação de Sua Majestade o Rei Mohammed VI, Marrocos conseguiu convencer vários países latino-americanos da legitimidade da sua posição e da justeza da sua iniciativa de autonomia para resolver a disputa do Sahara.
Desde 2004, a dinâmica impulsionada pelo Rei para reforçar as relações com a América Latina deu frutos, nomeadamente com decisões históricas como a do Equador em Outubro, que suspendeu o reconhecimento do pseudo “sadr” ao fim de 40 anos. O Panamá seguiu-se em Novembro, marcando uma mudança notável na posição dos países latino-americanos historicamente pró-separatistas.
O argumento central dos diplomatas marroquinos reside na credibilidade da iniciativa de autonomia, que se destaca como uma solução realista e pacífica. Países como o Brasil, o Chile, o Paraguai e o Peru manifestaram o seu apoio a esta abordagem, enfatizando a soberania de Marrocos sobre as suas províncias do sul.
O apoio veio também dos parlamentos regionais, como o Senado paraguaio e o Parlamento do Mercosul, que adotaram resoluções favoráveis à integridade territorial de Marrocos. Estas vitórias diplomáticas e parlamentares testemunham a eficácia da diplomacia marroquina proactiva, que tem sido capaz de mobilizar os intervenientes políticos, económicos e mediáticos da região.
Mais do que uma questão diplomática, esta dinâmica teve também impacto na opinião pública latino-americana, com uma erosão gradual do apoio à Polisário e à sua tese separatista. Este desenvolvimento mostra uma mudança inevitável nas perceções da questão do Sahara entre as elites da região.
Em suma, 2024 marca um passo importante no reconhecimento internacional da posição marroquina no Saara, reforçada por uma diplomacia paciente e estratégica. A tese separatista, anteriormente apoiada por financiamento estrangeiro, parece hoje condenada a desaparecer sob o peso da realidade e da legitimidade de Marrocos.
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