YouTube vai adivinhar a idade dos utilizadores usando IA
O YouTube começou a testar uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para identificar a idade dos seus utilizadores nos Estados Unidos, de forma a proteger melhor os menores de conteúdos online e hábitos de navegação considerados inadequados para eles.
"Esta tecnologia vai permitir-nos inferir a idade de um utilizador e usar esse sinal — independentemente da data de nascimento indicada na conta — para oferecer experiências e proteções personalizadas", explicou a plataforma de vídeo da Google numa publicação no blogue no final de julho.
A fase de testes com uma parte dos utilizadores dos EUA começou na quarta-feira, de acordo com uma mensagem enviada aos criadores de conteúdos.
Espera-se que a tecnologia interprete "vários sinais", como os tipos de vídeos pesquisados e visualizados e a idade da conta.
Se o sistema determinar que um utilizador tem menos de 18 anos, as regras para adolescentes serão aplicadas automaticamente: a publicidade deixará de ser personalizada e as salvaguardas nas recomendações serão ativadas, principalmente para limitar a visualização repetida de determinado conteúdo.
Em caso de erro, o utilizador "terá a oportunidade de comprovar que tem 18 anos ou mais, por exemplo, utilizando um cartão de crédito ou um documento de identidade oficial", especificou o YouTube.
O serviço de streaming acrescentou que já testou este sistema com sucesso noutros locais e planeia expandi-lo para outros mercados.
O YouTube e muitas outras plataformas, lideradas pelo Instagram (Meta) e TikTok, são regularmente acusadas de prejudicar a saúde das crianças e adolescentes e de não os proteger adequadamente contra perigos, vícios, conteúdos nocivos e criminosos.
Muitos países e estados americanos estão a procurar forçar os gigantes da tecnologia a garantir o cumprimento das normas de idade dos utilizadores.
A Austrália decidiu recentemente proibir o YouTube a menores de 16 anos para os proteger de "algoritmos predatórios", nas palavras da Ministra das Comunicações, Anika Wells.
O Parlamento australiano já tinha aprovado um projeto de lei abrangente em 2024 que proibia o acesso a sites de redes sociais como o TikTok, X, Facebook e Instagram a menores de 16 anos, mas o YouTube não foi incluído.
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