Trump insatisfeito com proposta do Irão enquanto prosseguem negociações telefónicas
O presidente norte-americano, Donald Trump, disse na sexta-feira não estar satisfeito com a última proposta do Irão para resolver o conflito, acrescentando que as negociações continuam através de contactos telefónicos.
"Precisam de chegar a um acordo adequado. Neste momento, não estou satisfeito", disse Trump aos jornalistas antes de deixar a Casa Branca.
Questionado sobre o motivo da sua insatisfação com a proposta iraniana, Trump respondeu: "Estão a pedir coisas com as quais não posso concordar."
"Neste momento, temos negociações em curso. Não estão a chegar a um acordo. Estão muito descoordenadas", disse Trump. "Não se conseguem entender como líderes. Não sabem quem é o líder."
"Todos querem fechar um acordo, mas estão todos atrapalhados", acrescentou.
Disse que as negociações continuam com a participação do Paquistão, elogiando as autoridades de Islamabad por trabalharem com Washington, mas avisou que "a viagem será muito longa".
Apesar do que descreveu como alguns "avanços" nas negociações, Trump disse: "Não tenho a certeza se chegarão a um acordo".
O presidente relacionou ainda um possível fim da guerra com os mercados globais de energia, afirmando que os carregamentos de petróleo actualmente retidos perto do Estreito de Ormuz poderão ser libertados em breve.
"Quando a guerra terminar, os preços da gasolina vão cair para níveis inferiores aos anteriores", disse.
A guerra começou a 28 de Fevereiro, quando Israel e os EUA iniciaram ataques aéreos contra o Irão. Na sexta-feira, a agência de notícias estatal iraniana IRNA noticiou que Teerão tinha enviado a sua mais recente proposta para negociações com os EUA a mediadores paquistaneses.
Apesar do cessar-fogo declarado a 8 de Abril, nenhum dos lados avançou no sentido de uma solução duradoura, e a trégua pouco contribuiu para aliviar as tensões militares ou marítimas no Golfo.
Trump disse ainda aos jornalistas que falou com o primeiro-ministro designado do Iraque, Ali al-Zaidi, na quinta-feira, e expressou-lhe um forte apoio.
Washington procura manter laços estreitos com Bagdade, no meio das tensões regionais e das preocupações com a segurança.
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