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Trump decide nomear diretor do Conselho de Gaza após acordo de cessar-fogo
O presidente norte-americano, Donald Trump, escolheu o diplomata e político búlgaro Nikolai Mladenov para dirigir o Conselho de Paz de Gaza, um novo organismo internacional encarregado de gerir o território palestiniano após o acordo de cessar-fogo. Muitos observadores vêem esta decisão como um sinal do desejo do governo americano de contar com uma figura experiente na gestão de crises complexas no Médio Oriente.
O anúncio foi inicialmente feito pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, antes de ser confirmado por um responsável norte-americano citado pela Associated Press. Nikolai Mladenov torna-se, assim, o principal dirigente deste organismo internacional, responsável pela gestão da delicada fase que se segue a uma frágil trégua após dois anos de conflito armado na Faixa de Gaza.
Presidido por Donald Trump, o Conselho terá como missão supervisionar diversas questões sensíveis, incluindo o estabelecimento de um governo palestiniano tecnocrático, o desarmamento do Hamas, o envio de uma força de segurança internacional, novas retiradas do exército israelita e a coordenação dos esforços de reconstrução no território.
Nikolai Mladenov, de 53 anos, é uma figura proeminente na diplomacia internacional. Desempenhou as funções de Ministro da Defesa e, posteriormente, de Ministro dos Negócios Estrangeiros da Bulgária, antes de ser nomeado Representante Especial da ONU para o Iraque, cargo que ocupou de 2013 a 2015. De 2015 a 2020, desempenhou também as funções de Coordenador Especial da ONU para o Processo de Paz no Médio Oriente, sob a gestão do anterior Secretário-Geral Ban Ki-moon.
Os especialistas em Médio Oriente acreditam que esta nomeação reconhece uma carreira marcada pela gestão de crises complexas e destacam a capacidade de Mladenov para estabelecer um diálogo com todas as partes. A sua abordagem, considerada equilibrada e pragmática, permitiu-lhe conquistar a confiança tanto das autoridades israelitas como palestinianas, um trunfo considerado essencial para o sucesso da nova fase política e de segurança em Gaza.