Rafael Grossi pondera candidatar-se ao cargo de Secretário-Geral da ONU
O Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, manifestou a sua intenção de se candidatar ao cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas, defendendo uma diplomacia pragmática baseada no diálogo e na resolução de crises, em vez de confrontos públicos.
Numa conferência de imprensa realizada em Viena, o dirigente argentino afirmou que o papel do Secretário-Geral da ONU não deve ser o de um “juiz” ou de uma autoridade moral encarregada de condenar os actores internacionais, mas sim o de um mediador capaz de promover o compromisso e resolver disputas internacionais.
Segundo Rafael Grossi, a eficácia da diplomacia internacional depende da manutenção de canais de comunicação com todas as partes, incluindo os líderes envolvidos em crises ou conflitos. Salientou que a interrupção do diálogo dificulta muitas vezes a procura de soluções duradouras para os problemas internacionais.
O responsável da AIEA citou a sua participação nos esforços de mediação relacionados com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia como exemplo da sua abordagem diplomática, que dá prioridade ao diálogo direto e à construção de consensos.
Rafael Grossi, de 65 anos, está entre as figuras mais conhecidas e experientes do sistema das Nações Unidas. A sua potencial candidatura surge numa altura em que o mandato do atual Secretário-Geral da ONU, António Guterres, termina a 31 de dezembro de 2026.
Esta perspetiva já gerou debates sobre o futuro das Nações Unidas e o perfil do próximo líder a ser chamado a enfrentar os inúmeros desafios geopolíticos, de segurança e humanitários que a comunidade internacional enfrenta.
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