Portugal vai aplicar impostos sobre lucros extraordinários de empresas de energia
O Ministro das Finanças afirmou em 5 de maio, em Bruxelas, que Portugal irá proceder à tributação dos lucros extraordinários das empresas de energia, tal como aconteceu em 2022 durante a crise anterior dos preços dos combustíveis.
“Vamos adotar as medidas tomadas em 2022, calibrá-las, aprimorá-las e apresentar em breve uma proposta ao parlamento”, disse Joaquim Miranda Sarmento, em declarações à imprensa em Bruxelas.
O Ministro acrescentou que a Comissão Europeia deixou a decisão a cargo de cada Estado-membro.
O funcionário esclareceu que a situação atual difere da de 2022, com um aumento acentuado nos preços dos combustíveis, mas sem pressão inflacionária, visto que a inflação subjacente (excluindo alimentos e energia) permanece em 2,2% e 2,3%.
“Há cerca de um mês, juntamente com outros países, principalmente a Alemanha e a Espanha, enviamos uma carta à Comissão afirmando que esta deveria propor uma tributação a nível europeu, mas que, caso não o fizesse, deveria deixar essa decisão a cargo de cada Estado-Membro”, recordou Miranda Sarmento, cuja nomeação foi agora aprovada.
O Ministro acrescentou ainda que os países que assinaram a carta devem "procurar coordenar as respostas", deixando a porta aberta para que outros Estados-Membros que desejem aderir à medida.
“Procuraremos ter o máximo de coordenação possível e também aprender uns com os outros sobre as potenciais medidas que cada um possa estar a preparar”, afirmou.
O conflito mais recente no Oriente Médio, que começou no final de fevereiro e envolve os EUA, Israel e Irã, aumentou a tensão nos mercados de energia, com interrupções no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e gás.
O bloqueio parcial dessa passagem contribuiu para o aumento dos preços da energia e para uma maior volatilidade do mercado.
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