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Património Mundial: Itália lidera o ranking cultural, Marrocos destaca-se em 15º lugar

Quinta-feira 05 Fevereiro 2026 - 14:44
Património Mundial: Itália lidera o ranking cultural, Marrocos destaca-se em 15º lugar

A influência cultural das nações continua a gerar um crescente interesse internacional. Um novo ranking dedicado à influência histórica e patrimonial dos países acaba de destacar os estados que mais profundamente marcaram a história da humanidade. Neste ranking, a Itália, sem surpresas, ocupa o primeiro lugar, enquanto Marrocos ocupa uma posição respeitável, subindo para o 15º lugar mundial.

Este estudo, baseado em indicadores relacionados com o número de sítios do Património Mundial e o seu impacto cultural, oferece uma visão global das principais potências culturais. Destaca os países cujo legado histórico, arquitetónico e civilizacional continua a moldar a identidade cultural global.

Com pontuação máxima, a Itália domina o ranking. Berço do Renascimento e herdeira do Império Romano, a Itália possui um número excecional de monumentos, cidades históricas e tesouros artísticos reconhecidos pela UNESCO. Supera a Grécia, a Espanha e a França, outros pilares importantes da cultura europeia e mediterrânica.

Marrocos, por sua vez, confirma o seu estatuto de um dos principais destinos culturais. Ocupando a 15ª posição, o Reino destaca-se como um dos países mais influentes do continente africano na área do património cultural. Este reconhecimento internacional reflete a riqueza e a diversidade do seu legado histórico, moldado por séculos de intercâmbio cultural.

Cidades como Fez, Marraquexe, Meknes, Rabat e Essaouira testemunham esta profundidade cultural. Medinas antigas, casbás, monumentos religiosos e sítios arqueológicos são provas vivas de um património excecional, que atrai milhões de visitantes de todo o mundo a cada ano.

Esta posição no ranking global não é por acaso. Reflecte a importância que Marrocos atribui à preservação dos seus sítios históricos, à promoção das suas tradições e à transmissão do seu património às gerações vindouras. Os esforços empreendidos ao longo de vários anos em matéria de restauro, protecção e promoção cultural começam, por isso, a dar frutos.

À escala global, este ranking ilustra também a diversidade de influências culturais. Para além das principais potências europeias, países como o México, a Turquia, a Índia e o Japão estão entre as nações mais bem classificadas, demonstrando que o património cultural não conhece fronteiras geográficas nem limites civilizacionais. Para Marrocos, este reconhecimento representa uma importante vantagem estratégica. O património desempenha um papel central na atratividade turística do país e na sua posição internacional. Estar classificado entre as quinze principais nações do mundo reforça a sua imagem de encruzilhada cultural entre África, Europa e o mundo árabe.

Os especialistas salientam que a classificação se baseia não só no número de sítios classificados, mas também no seu valor histórico, no seu estado de conservação e na sua influência cultural global. Neste sentido, a classificação do Reino realça a importância universal dos seus monumentos e tradições.

Esta conquista surge numa altura em que muitos países investem fortemente na preservação do seu património. A competição torna-se, por isso, cada vez mais renhida, o que faz com que este 15.º lugar seja ainda mais significativo para Marrocos.

Para além da simples classificação, este estudo sublinha, sobretudo, a importância do património como veículo de memória colectiva, de diálogo intercultural e de desenvolvimento económico. Num mundo em constante evolução, a preservação destes tesouros históricos continua a ser um grande desafio para as gerações futuras.

Para Marrocos, o desafio reside agora em consolidar esta posição e dar continuidade aos esforços empreendidos para manter vivo e promover um património milenar. Esta missão é simultaneamente cultural, económica e diplomática, confirmando o papel central do património na estratégia nacional.

 


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