Passagens aéreas disparam em meio a tensões no Médio Oriente
O mercado das viagens aéreas está a enfrentar um aumento significativo dos preços dos bilhetes, consequência direta da escalada das tensões no Médio Oriente e da subida dos custos dos combustíveis. Esta situação está a obrigar muitas companhias aéreas a aumentar as suas tarifas ou a introduzir sobretaxas para compensar o aumento das despesas operacionais.
O grupo Air France-KLM anunciou um aumento de preço nos seus voos de longo curso, sublinhando que as tensões geopolíticas levaram a um aumento acentuado do preço do querosene de aviação. Desde 11 de março, os bilhetes de classe económica para voos de ida e volta aumentaram aproximadamente 50€.
De acordo com os dados de mercado, o preço médio do barril de querosene de aviação atingiu quase 168 dólares a nível global, mais do dobro do valor registado no início do ano. Entretanto, o petróleo Brent ultrapassou a marca dos 100 dólares por barril, ilustrando a pressão sobre os mercados energéticos.
Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o combustível representa aproximadamente 25,7% dos custos operacionais totais das companhias aéreas, o que explica o facto de qualquer aumento de preço ser rapidamente repercutido nos passageiros.
Outras companhias aéreas também ajustaram os seus preços, incluindo a SAS, a Cathay Pacific, a Air India e a Qantas. A Qantas, em particular, decidiu aumentar as suas taxas de combustível, enquanto a Cathay Pacific duplicou as taxas aplicadas em diversas rotas, principalmente entre Hong Kong e a Europa, resultando num aumento significativo para os passageiros.
Face a esta situação, algumas companhias aéreas estão a tentar mitigar o impacto da volatilidade dos preços através de estratégias de cobertura. A Air France-KLM, por exemplo, indicou que garantiu quase 70% das suas necessidades de combustível para o próximo trimestre, de forma a limitar os efeitos do aumento dos preços nos seus clientes.
Num contexto marcado por incertezas geopolíticas e mercados de energia voláteis, o sector aéreo continua sob pressão, enquanto os viajantes podem continuar a sentir o impacto desta crise no custo das viagens internacionais.
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