O Japão realiza eleições antecipadas cruciais enquanto Takaichi procura um novo mandato
A votação está em curso em todo o Japão em eleições antecipadas cruciais para eleger a poderosa Câmara Baixa do Parlamento, enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi procura um novo mandato popular para avançar com as suas políticas económicas e de segurança, noticiaram os meios de comunicação locais.
Com a possibilidade de fortes nevões afetarem a participação eleitoral em algumas áreas, a votação começou às 7h00 (22h00 GMT de sábado), informou a agência de notícias Kyodo, de Tóquio.
Mais de 104 milhões de eleitores inscritos estão aptos a votar.
A votação antecipada decorreu entre 28 de janeiro e 7 de fevereiro. Mais de 20 milhões de eleitores votaram durante os 10 dias.
Mais de 1.270 candidatos estão a concorrer a 465 lugares na Câmara dos Representantes, numa votação decisiva que pode mudar o atual panorama político do Japão.
Um partido ou coligação precisa de pelo menos 233 lugares para eleger um primeiro-ministro.
A eleição abrange 289 círculos eleitorais, enquanto os restantes 176 lugares estão distribuídos por 11 blocos de representação proporcional.
As urnas encerrarão às 20h00 (11h00 GMT). A apuração terá início ainda este domingo.
A Câmara Baixa foi dissolvida no mês passado por Takaichi para procurar um novo mandato popular para o seu cargo de primeira-ministra.
O Japão realiza eleições em fevereiro pela primeira vez em 36 anos, uma decisão de Takaichi que gerou críticas devido às fortes nevões em vários pontos do país, que dificultaram a campanha eleitoral.
O Partido Liberal Democrático (PLD) e o seu aliado, o Partido Inovador do Japão, parecem estar a caminho de uma grande vitória, com três sondagens de opinião pública a indicarem que a aliança irá provavelmente conquistar 300 dos 465 lugares.
A Aliança de Reforma Centrista (ARC), formada conjuntamente pelo Partido Democrático Constitucional do Japão (PDC) e pelo Komeito no mês passado, poderá perder mais de metade dos 167 lugares que os dois partidos detinham antes da eleição.
Os partidos mais pequenos, como o Sanseito e o Team Mirai, estão a ganhar terreno, de acordo com as três sondagens, enquanto o Partido Democrático para o Povo (DPP) pode terminar com o mesmo número de lugares com que iniciou a eleição.
Uma sondagem do Yomiuri Shimbun realizada na semana passada mostrou que o PLD continuou a ganhar força nos últimos dias antes da eleição de domingo e está prestes a conquistar mais de 233 lugares, necessários para uma maioria simples.
Takaichi, que se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Japão em Outubro passado, prometeu demitir-se caso a coligação não consiga garantir a maioria na Câmara Baixa.
Mesmo que o bloco governativo consiga atingir a sua meta de maioria na Câmara Baixa, ainda enfrentará obstáculos na Câmara dos Conselheiros, ou câmara alta, onde se mantém em minoria.
Nesse caso, o apoio dos partidos da oposição será crucial para a aprovação de projetos de lei.
O PLD precisa de conquistar pelo menos 310 lugares, ou dois terços do total, para alcançar o seu objectivo de longa data de alterar a Constituição.
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