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Marrocos, um modelo do direito ao desenvolvimento no Norte de África

Quinta-feira 20 Março 2025 - 12:48
Marrocos, um modelo do direito ao desenvolvimento no Norte de África

Especialistas e partes interessadas da comunidade analisaram os desafios e as oportunidades para implementar o direito ao desenvolvimento no Norte de África na quarta-feira, em Genebra, destacando a experiência única de Marrocos, que adoptou uma abordagem de desenvolvimento baseada nos direitos humanos.

Numa conferência sobre "O Direito ao Desenvolvimento em África", realizada no Palais des Nations, em paralelo com a 58ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos, os participantes observaram que o direito ao desenvolvimento é fundamental para alcançar um desenvolvimento sustentável e inclusivo, mas que enfrenta desafios como conflitos, desigualdade económica, má governação e recursos limitados.

Durante o encontro moderado pela ativista Aicha Duihi, presidente da organização não governamental Promoção do Desenvolvimento Económico e Social, os oradores salientaram que a concretização do direito ao desenvolvimento implica a sua integração nas políticas públicas, o fortalecimento das instituições e a promoção da cooperação regional. O direito ao desenvolvimento “não é um princípio abstrato, mas um direito fundamental, uma estrutura vital que sustenta as aspirações de milhões de pessoas no continente”, afirmou Moulay Lahcen Naji, presidente da Rede da Comissão Independente dos Direitos Humanos do Norte de África.

No entanto, observou que a concretização deste direito enfrenta desafios significativos, especialmente numa região assolada por conflitos e instabilidade, que vai do Sudão à República Democrática do Congo e ao Sahel, com a sua quota-parte de deslocação de milhões, destruição de infra-estruturas e crises humanitárias.

A falta de segurança e a instabilidade impedem seriamente o acesso das comunidades locais aos serviços básicos, violando o seu direito ao desenvolvimento, observou, referindo que estas populações merecem a oportunidade de desenvolver o seu potencial, mas sem paz e segurança, este continua a ser um sonho distante. Por seu lado, El Filali Hammadi, Secretário-Geral da Comissão Independente para os Direitos Humanos no Norte de África, discutiu o contexto geral do direito do desenvolvimento em África, particularmente no Norte de África.

Deu nota que "a escalada da Argélia contra os seus vizinhos constitui um dos obstáculos que impedem o desenvolvimento na região e a realização da agenda dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU até 2030 e da União Africana até 2063".

O orador enfatizou o impacto dos conflitos no direito ao desenvolvimento, com especial destaque para o conflito pelo Saara marroquino. Destacando as preocupações do povo saarauí com o desenvolvimento, mais do que considerações políticas, observou que não há solução para esta questão fora de uma abordagem que atenda às necessidades de desenvolvimento dos habitantes dentro da estrutura da soberania de Marrocos.

"Qualquer outra solução exógena só criará entidades microscópicas e Estados falhados e agravará ainda mais a instabilidade no continente", alertou. Os oradores discutiram ainda formas de reforçar o gozo do direito ao desenvolvimento, analisando exemplos positivos que podem ser reconhecidos como boas práticas nesta área. Neste sentido, destacaram a experiência de Marrocos que, graças a uma política de desenvolvimento baseada na abordagem dos direitos humanos e do Estado de direito, se consolidou como um modelo único para o Norte de África.


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