Marrocos, o terceiro maior parceiro africano de importações de Washington
As relações comerciais entre Marrocos e os Estados Unidos estão a sofrer um desenvolvimento significativo, posicionando o Reino como o terceiro maior importador de produtos americanos em África até 2026. De acordo com um ranking publicado pelo site The African Exponent, Marrocos ultrapassou a Nigéria, confirmando a sua posição estratégica no comércio transatlântico.
O relatório indica que as importações marroquinas dos Estados Unidos atingem anualmente cerca de 5,2 mil milhões de dólares. Este crescimento reflecte uma profunda mudança estrutural na natureza do comércio bilateral, que já não se limita ao consumo, mas está cada vez mais focado no apoio à industrialização, ao investimento produtivo e à integração industrial.
A composição sectorial destas importações ilustra bem esta transformação. Para além dos produtos agrícolas e dos equipamentos básicos, Marrocos importa agora tecnologias industriais avançadas, como equipamentos CNC, robôs e instrumentos de alta precisão. Estas aquisições visam principalmente fortalecer os setores automóvel e aeroespacial orientados para a exportação.
O relatório destaca ainda a importância das importações de componentes aeroespaciais, sistemas elétricos e equipamentos para projetos de energia solar e eólica. Estes fluxos contribuem para o desenvolvimento da infraestrutura industrial e para a aceleração da transição energética do Reino. Além disso, existem produtos como a soja e a alimentação animal, que sustentam a agricultura industrial, bem como máquinas de construção e têxteis técnicos para a indústria e a moda.
O setor da saúde também beneficia deste impulso. Os hospitais e laboratórios marroquinos utilizam cada vez mais equipamentos médicos americanos, principalmente aparelhos de imagem, ferramentas de diagnóstico e equipamentos cirúrgicos, contribuindo assim para a modernização do sistema nacional de saúde.
Este aumento das importações marroquinas dos Estados Unidos faz parte de uma tendência contínua observada desde 2014, impulsionada por uma estratégia de longo prazo focada na diversificação industrial e no reforço das parcerias tecnológicas. O relatório atribui este desempenho a diversos factores, entre os quais a modernidade dos portos marroquinos, a robustez da infra-estrutura industrial e a existência de pólos de produção competitivos.
Juntamente com o Egipto e a África do Sul, Marrocos apresenta-se, assim, como um modelo africano para a reestruturação das relações comerciais com os Estados Unidos. Esta evolução marca a transição de um comércio impulsionado pelo consumo para uma parceria focada na produção, remodelando o panorama comercial e fortalecendo a competitividade da economia marroquina no panorama global.
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