Marrocos ascende ao quarto lugar nas operações da Força Aérea Africana
Marrocos confirma a sua posição estratégica no panorama militar africano. De acordo com um ranking recentemente publicado pela plataforma especializada The African Exponent, o Reino ocupa o quarto lugar entre os países do continente com as maiores frotas de aviões militares, ilustrando os esforços contínuos empreendidos nos últimos anos para modernizar e estruturar as suas capacidades aéreas.
De acordo com os dados apresentados neste estudo, as Forças Armadas Reais possuem atualmente 271 aeronaves militares. Este número coloca Marrocos entre os principais intervenientes na defesa aérea africana, ao lado de países com uma longa tradição militar. No entanto, o relatório sublinha que a estratégia de Marrocos não se baseia apenas na quantidade, mas numa abordagem qualitativa e versátil da sua frota.
Esta frota inclui modernos caças, aviões de transporte, helicópteros e plataformas de vigilância, permitindo abranger um vasto leque de missões, desde a defesa do território nacional e a vigilância das fronteiras até ao apoio logístico e à rápida mobilidade das forças.
A composição da frota reflete esta modernização. O ranking African Exponent destaca a presença de caças F-16 Fighting Falcon, aviões de transporte C-130 Hercules e helicópteros Eurocopter de última geração. Segundo a plataforma, esta combinação demonstra o compromisso de Marrocos em manter o equilíbrio entre a superioridade aérea, a mobilidade estratégica e as capacidades de inteligência, de forma a lidar com uma variedade de cenários operacionais.
O ranking realça ainda a importância das parcerias internacionais no desenvolvimento da aviação militar marroquina. A estreita cooperação com os Estados Unidos e com vários países europeus possibilitou a aquisição de equipamentos de alto desempenho, o acesso a tecnologias avançadas e a formação de pilotos altamente qualificados. Ao mesmo tempo, o Reino reforçou a sua infraestrutura de manutenção e logística, um fator crucial para garantir a prontidão operacional das suas aeronaves, ao mesmo tempo que integra progressivamente drones e moderniza os seus caças.
A nível continental, o Egito domina o ranking com uma frota estimada em mais de 1.080 aeronaves militares, apoiada por um arsenal diversificado que inclui F-16 americanos, Rafale franceses e Sukhoi Su-35 russos. Esta supremacia, segundo o The African Exponent, explica-se por importantes imperativos geoestratégicos, particularmente relacionados com a proteção do Canal do Suez e com um ambiente regional marcado por significativas tensões de segurança.
O Top 10 africano inclui ainda países como a Etiópia, Quénia, Tunísia, Nigéria, África do Sul, Argélia, Sudão e Angola. Este último ilustra o impacto dos recursos económicos no reforço das capacidades militares, com um orçamento de defesa próximo dos cinco mil milhões de dólares por ano. O relatório, contudo, enfatiza que o poder aéreo não se mede apenas pelo número de aeronaves, mas também pela qualidade dos equipamentos, treino das tripulações, manutenção e doutrina operacional.
Num contexto africano marcado por múltiplos desafios de segurança, o controlo do espaço aéreo tornou-se uma questão central. Para Marrocos, este ranking confirma a relevância de uma estratégia baseada na modernização contínua, na cooperação internacional e numa visão equilibrada do poder militar, reforçando progressivamente o seu papel de pilar de estabilidade e segurança na região.
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