Machado promete ser presidente da Venezuela 'quando chegar a altura certa'
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, insistiu que será eleita presidente "quando chegar o momento certo", apesar de os Estados Unidos a terem marginalizado após a deposição de Nicolás Maduro.
O presidente Donald Trump apoiou a ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, como líder interina do país rico em petróleo, após a operação militar norte-americana de 3 de janeiro para prender Maduro.
"Acredito que serei eleita presidente da Venezuela quando chegar a altura certa, a primeira mulher presidente", disse Machado ao programa Fox & Friends, da Fox News, transmitido na sexta-feira (16 de janeiro), após se ter reunido com Trump em Washington.
O partido de Machado apresentou provas de que Maduro aldrabou as eleições de 2024 – alegações apoiadas por Washington e por grande parte da comunidade internacional.
Mas Trump afirmou que Machado não tem apoio suficiente entre os venezuelanos e optou por manter Rodríguez, desde que esta se mantenha firme em relação ao acesso dos EUA às vastas reservas de petróleo da Venezuela.
"Quero servir o meu país onde for mais útil. Foi-me dado um mandato e vou cumpri-lo", disse Machado à Fox News.
Machado, de 58 anos, entregou na quinta-feira a sua medalha do Prémio Nobel da Paz a Trump, numa tentativa de conquistar o apoio do presidente norte-americano.
"Ele merece", disse ela. "E foi um momento muito emocionante. Decidi entregar a medalha do Prémio Nobel da Paz em nome do povo da Venezuela."
Não ficou imediatamente claro se Trump manteve o prémio após o almoço na Casa Branca. O comité norueguês do Nobel afirma que os seus prémios não podem ser transferidos.
Trump fez uma intensa campanha para ganhar o Prémio Nobel da Paz do ano passado, pelos seus esforços para impedir oito guerras.
Em vez disso, o prémio foi para Machado, que compareceu em Oslo no mês passado para o receber, após uma fuga ousada da Venezuela de barco.
Trump e Rodríguez falaram ao telefone pela primeira vez na quarta-feira, e a Casa Branca afirmou que ele "gosta do que está a ver" dela.
Rodriguez, no entanto, disse que o seu governo vai enfrentar Washington.
"Sabemos que são muito poderosos... não temos medo de os confrontar diplomaticamente, através do diálogo político", disse ela na quinta-feira.
Rodriguez discursava no parlamento sobre o estado da nação de Maduro, enquanto o líder autoritário de longa data está preso em Nova Iorque, enfrentando acusações de tráfico de droga.
Em contraste, Machado, que fez campanha durante anos para acabar com o governo de Maduro, foi recebida com entusiasmo pelos seus apoiantes em Washington.
O New York Times noticiou que o diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com Rodríguez na quinta-feira, mais um sinal de que Washington a vê como a sua líder preferida a curto prazo.
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