Itália eleva alerta de defesa e afirma que ataques EUA-Israel contra o Irão violam o direito internacional
O ministro da Defesa italiano afirmou que os ataques EUA-Israel contra o Irão estão "fora do direito internacional", enquanto o país elevava o seu nível de proteção de defesa nacional no meio da escalada das tensões no Médio Oriente.
Guido Crosetto disse ao parlamento na quinta-feira à noite que a operação conduzida pelos EUA e Israel está "fora das normas do direito internacional", alertando que a situação regional pode deteriorar-se ainda mais.
"O nível de proteção da defesa nacional foi elevado ao máximo", disse Crosetto aos deputados.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, realçou que a Itália não está envolvida no conflito e apelou a esforços diplomáticos para evitar uma escalada ainda maior.
"A Itália não está em guerra; os canais diplomáticos devem ser priorizados", disse Tajani, alertando para um "risco real" de que o conflito se possa expandir por toda a região.
Tajani afirmou que cerca de 100 mil italianos são afetados direta ou indiretamente pela crise no Médio Oriente e que a sua segurança continua a ser a principal prioridade do governo.
Segundo o ministro, uma task force do governo atendeu cerca de 14 mil chamadas e milhares de e-mails de italianos na região, e aproximadamente 10 mil cidadãos receberam assistência para abandonar zonas de alto risco.
Crosetto disse que a Itália também ajustou o destacamento das suas forças militares na região como medida de precaução.
Antes da escalada do conflito, a Itália tinha 2.576 militares destacados no Médio Oriente. Algumas forças foram reposicionadas, incluindo deslocações do Kuwait e do Qatar para a Arábia Saudita, enquanto as tropas estacionadas no Bahrein estão a ser retiradas.
As autoridades italianas estão também a acompanhar de perto a situação no Líbano e estão preparadas para mobilizar recursos navais caso se tornem necessárias evacuações.
Entretanto, a Câmara dos Representantes italiana aprovou uma resolução apoiada pelo governo sobre a crise no Médio Oriente com 179 votos a favor, 100 contra e 14 abstenções, após a reunião com os ministros.
A primeira-ministra Giorgia Meloni alertou separadamente para o risco de escalada, afirmando que o conflito poderia ter “consequências totalmente imprevisíveis”.
A mesma acrescentou que qualquer pedido referente à utilização de bases militares italianas seria avaliado pelo governo em consulta com o parlamento.
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