Israel-Irão: Conflito intensifica-se apesar dos apelos de Trump por calma
Israel-Irão: Conflito intensifica-se apesar dos apelos de Trump por calma
No quarto dia do ataque israelita ao Irão, o presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu que pode realmente ser alcançado um acordo para pôr fim aos ataques e retaliações de ambos os lados. Mas, em campo, a situação não parece estar a melhorar.
Embora o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acredite que a eliminação do ayatollah Khamenei "encerrará o conflito", fontes norte-americanas afirmaram que o presidente norte-americano alertou Israel contra tal ato.
Na noite de segunda-feira, os sistemas de defesa aérea foram ativados "a um nível elevado" na capital iraniana, de acordo com a agência de notícias iraniana IRNA. O Irão anunciou também que estava a realizar ataques até ao amanhecer em resposta aos ataques israelitas contra locais estratégicos, incluindo a sede da televisão nacional iraniana, que foi transmitida em direto.
Donald Trump, que está atualmente no Canadá para participar no G7, afirmou que "será assinado um acordo", acrescentando: "Acho estúpido o Irão não assinar."
Assegurou que o Irão já estava na mesa das negociações, mas as autoridades iranianas responderam que não haverá acordo até que os ataques cessem.
"A nona salva de um ataque combinado de drones e mísseis começou e continuará ininterruptamente até ao amanhecer", disse Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária iraniana.
A informação foi confirmada pela televisão estatal iraniana. "Está a começar uma nova salva de mísseis contra os territórios ocupados", informou a emissora.
Estes lançamentos de mísseis são uma resposta aos ataques direcionados do exército israelita, que mataram três médicos iranianos do Crescente Vermelho, em Teerão, na segunda-feira. "Este incidente não é apenas um crime contra o direito internacional humanitário, mas também um claro ataque à humanidade e à moralidade", condenou o Crescente Vermelho em comunicado.
Por seu lado, o primeiro-ministro israelita, politicamente enfraquecido, saudou os acontecimentos, afirmando que o seu país estava a mudar "a face do Médio Oriente" com os seus ataques ao Irão, sublinhando que isso poderia levar a mudanças radicais no Irão.
Benjamin Netanyahu declarou numa conferência de imprensa televisiva que o seu exército tinha eliminado "os oficiais de segurança do Irão, incluindo três chefes de gabinete, o comandante da Força Aérea e dois chefes dos serviços de informação. Estamos a eliminá-los um a um".
"Estamos a perseguir três objetivos principais: a eliminação do programa nuclear, a eliminação da capacidade de produção de mísseis balísticos e a eliminação do eixo do terrorismo", acrescentou, afirmando que os iranianos ficariam satisfeitos por ver a fraqueza do seu regime.
"E, claro, faremos o que for necessário para atingir estes objectivos e estamos em estreita coordenação com os Estados Unidos", disse, enquanto os Estados Unidos não escondem a possibilidade de apoiar Israel militarmente.
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