Iraque inicia repatriação de milhares de prisioneiros estrangeiros, incluindo marroquinos
O Iraque começou esforços diplomáticos com 61 países para facilitar a repatriação de quase 6.000 prisioneiros estrangeiros detidos em instalações de detenção iraquianas, incluindo nacionais marroquinos.
De acordo com o Ministério da Justiça do Iraque, o processo está sendo coordenado com as autoridades relevantes através de canais diplomáticos, com o objetivo de estabelecer arranjos com os países envolvidos e completar os procedimentos necessários para a transferência dos prisioneiros.
A iniciativa abrange nacionais árabes e estrangeiros detidos em prisões iraquianas, com exceção de prisioneiros condenados à morte. O Conselho Nacional de Segurança do Iraque havia aprovado anteriormente a medida como parte dos esforços para lidar com a presença de detidos estrangeiros no país.
Nacionais sírios representam, segundo relatos, o maior grupo entre os prisioneiros estrangeiros envolvidos. Nacionais marroquinos também estão entre os grupos notáveis visados pelo processo de repatriação, ao lado de cidadãos de países como Estados Unidos, Canadá, Rússia, Tunísia e Turquia.
A questão está intimamente ligada aos esforços mais amplos do Iraque para gerenciar a detenção de nacionais estrangeiros acusados ou condenados em casos relacionados ao Estado Islâmico. As autoridades iraquianas transferiram milhares de detidos ligados à organização da Síria para prisões iraquianas em fevereiro de 2026, incluindo 187 nacionais marroquinos.
A nova iniciativa diplomática pode, portanto, abrir caminho para o retorno desses prisioneiros aos seus países de origem, desde que os arranjos legais e administrativos necessários sejam concluídos.
Para o Iraque, o processo representa um empreendimento diplomático e de segurança significativo, exigindo coordenação com dezenas de governos. Para os países envolvidos, a repatriação de seus nacionais também pode levantar considerações legais e de segurança, particularmente em casos envolvendo condenações relacionadas ao terrorismo.
A próxima etapa deve depender de discussões bilaterais entre Bagdá e os governos envolvidos, enquanto as autoridades trabalham para determinar os procedimentos e condições que regem cada transferência.
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