Irão-UNICEF: Teerão denuncia “silêncio vergonhoso” e exige condenação de ataques no Irão
O Irão enviou uma carta de protesto à UNICEF, manifestando a sua indignação pelo que considera ser o silêncio da organização em relação aos ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel contra crianças no Irão.
Nesta carta oficial, assinada por um alto funcionário judicial iraniano e pelo Secretário-Geral da Organização Iraniana dos Direitos Humanos, Teerão apela à Diretora Executiva da UNICEF, Catherine Russell, que tome uma posição clara e firme, condenando estes ataques, que o Irão considera graves violações do direito internacional e dos direitos das crianças.
A carta cita números que indicam que 383 crianças foram mortas nos recentes bombardeamentos, incluindo bebés e crianças muito pequenas, e que mais de 2.000 ficaram feridas. Estes números não puderam ser verificados de forma independente por fontes internacionais.
As autoridades iranianas acreditam que a falta de resposta pública da UNICEF a estes acontecimentos "mina a credibilidade das instituições internacionais" e constitui, nas suas palavras, uma "mancha no historial moral da organização".
Teerão alega ainda que uma escola primária feminina foi atingida diretamente nos ataques iniciais, causando um número significativo de vítimas entre as alunas — informação que foi contestada ou não confirmada por outras fontes independentes.
Esta posição surge no meio de crescentes tensões diplomáticas e de troca de acusações entre o Irão e os seus adversários, tendo como pano de fundo um conflito regional mais vasto e controvérsias em torno do respeito pelo direito humanitário.
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