Grupo político espanhol pede devolução de Ceuta e Melilla para o Marrocos
Uma organização política das Ilhas Baleares, na Espanha, pediu a transferência das cidades de Ceuta e Melilla, administradas pela Espanha, para o Marrocos, reacendendo um debate sensível sobre o status dos dois territórios norte-africanos.
A posição foi destacada pelo jornal espanhol ABC em um relatório publicado em 6 de agosto de 2026, que discutiu declarações da Associação pela Soberania de Mallorca, um grupo político ativo nas Ilhas Baleares.
De acordo com o relatório, a organização descreve Ceuta e Melilla como territórios coloniais espanhóis e argumenta que a manutenção da soberania espanhola sobre as duas cidades impõe um ônus financeiro ao Estado espanhol. O grupo, portanto, defende o fim do controle espanhol e a transferência dos territórios para o Marrocos.
A organização também criticou a monarquia da Espanha em relação à questão, argumentando que a situação em torno de Ceuta e Melilla reflete elementos do passado colonial da Espanha. Sua posição pede uma reavaliação política da relação entre as duas cidades e o Marrocos.
Ceuta e Melilla são cidades autônomas espanholas localizadas na costa norte do Marrocos. Seu status tem sido uma questão sensível nas relações entre Madrid e Rabat, com o Marrocos mantendo suas reivindicações territoriais sobre ambas as cidades, enquanto a Espanha as considera parte integrante de seu território.
A questão ganhou nova atenção após recentes pressões migratórias envolvendo Ceuta. Episódios de chegadas aumentadas destacaram a importância estratégica do território e o papel da cooperação entre Espanha e Marrocos na gestão da migração e da segurança fronteiriça.
A mais recente declaração política reflete a posição de uma organização específica e não representa a política oficial do governo espanhol. No entanto, ilustra como a questão de Ceuta e Melilla continua a gerar debate dentro dos círculos políticos e da sociedade civil espanhola.
A controvérsia também ocorre em meio a esforços mais amplos da Espanha e do Marrocos para manter a cooperação em segurança, migração, comércio e outras questões bilaterais, apesar de desacordos persistentes sobre questões territoriais.
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