França condena recusa de Washington em conceder vistos às autoridades palestinianas
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, condenou no sábado a recusa dos Estados Unidos em conceder vistos às autoridades da Autoridade Palestiniana, sublinhando que o acesso à sede da ONU em Nova Iorque "não pode estar sujeito a quaisquer restrições".
"A sede da ONU é um local neutro ao serviço da paz. A participação na Assembleia Geral da ONU não pode estar sujeita a quaisquer restrições", disse Barrot em Copenhaga, antes de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE.
Washington anunciou a sua decisão na sexta-feira à noite, poucas semanas antes da Assembleia Geral da ONU, em Setembro, onde a França irá pressionar pelo reconhecimento de um Estado palestiniano.
O Departamento de Estado norte-americano afirmou que "o secretário de Estado Marco Rubio está a recusar e a revogar" vistos "para os membros da Organização para a Libertação da Palestina e da Autoridade Palestiniana antes da Assembleia Geral da ONU".
O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Xavier Bettel, também condenou a decisão, sublinhando que "não podemos ser reféns" e propondo uma sessão especial da Assembleia Geral da ONU em Genebra para garantir a presença palestiniana.
"Devemos poder discutir entre nós, e não podemos simplesmente dizer que vamos excluir a Palestina do diálogo", disse Bettel aos jornalistas em Copenhaga.
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