Urgente 19:33 Rússia alerta Japão contra o uso do jornalismo como disfarce para espionagem 19:15 Vazamentos do iPhone Air 2 indicam design mais fino, tela aprimorada e bateria melhorada 19:00 Chefe de Inteligência do Reino Unido Alerta sobre Riscos Impulsionados por IA em Armas Biológicas Futuras 19:00 Apple Lança Dispositivos de Casa Inteligente com IA para Concorrer com Amazon e Google 18:31 Chefe da ONU propõe corte de 60 posições na missão do Afeganistão no plano orçamentário de 2027 18:15 Bank of America enfrenta multa de US$ 1,2 bilhão por falhas em combate à lavagem de dinheiro 18:00 Hostilidade no trabalho: Como conflitos pessoais minam a confiança e a produtividade 18:00 Omoda X: Montadora Chinesa Chery Se Prepara Para Expansão no Marrocos Com Lançamento de Novo SUV 17:30 Character.ai solicita proteção de falência sob o Capítulo 11 e concorda em vender ativos de $20 milhões para a Disney 17:15 Barcelona vence Galatasaray por 4-1 em Istambul e mantém início perfeito na Liga dos Campeões 16:33 Denza considera lançar seu próprio negócio de financiamento na Europa em 2027 16:16 Confiança das pequenas empresas nos EUA cai em setembro com pressão de custos persistente 16:00 Goldman Sachs eleva a recomendação para ações globais à medida que perspectiva de crescimento dos lucros melhora 15:55 Câmara dos Representantes do Marrocos: Os Políticos que Lideraram a Câmara Desde 1963 15:55 Libéria Reafirma Apoio à Iniciativa de Autonomia de Marrocos para o Saara Marroquino 15:40 Microsoft apresenta o chip de IA Maia 300 para reduzir a dependência da Nvidia 15:20 Luis Enrique Defende os Troféus do Manchester City em Meio à Controvérsia Financeira da Premier League 14:47 Juventus leva disputa salarial de Cristiano Ronaldo ao Supremo Tribunal da Itália 14:40 Marrocos vs Zâmbia Futsal: Horário, Canal de TV e Apostas de Qualificação para a AFCON 2026 14:32 Alemanha considera taxa anual para financiar reserva estratégica de gás 14:14 A pobreza multidimensional afeta 3,8% da população do Marrocos, revela relatório apoiado pela ONU 13:55 O Partido RNI do Marrocos Opta por Votos em Branco na Eleição do Presidente da Câmara dos Representantes 13:50 Marrocos sobe para a oitava posição no ranking de periódicos científicos árabes para 2026 13:35 Fórmula 1 mira retorno à África com acordo de 10 anos para Grande Prêmio no Ruanda 13:33 OpenAI interrompe duas operações de influência ligadas à Rússia e ao Irã 13:15 Samsung apresenta a série Galaxy Tab S12 com recursos de produtividade impulsionados por IA 13:00 FMI alerta que populações envelhecidas podem reduzir em 25% a força de trabalho da Ásia Oriental 12:42 Maurício lidera a perspectiva de investimento da África para 2026, com Marrocos entre os 10 melhores 12:21 Um mundo envelhecido pode transformar a longevidade em um novo motor de crescimento econômico? 12:05 Trump prevê queda nos preços globais do diesel após acordo com a Rússia 11:45 Jamaica recebe primeiro grupo de migrantes deportados dos Estados Unidos sob acordo de trânsito 11:37 FMI destaca a resiliência do setor bancário do Marrocos em meio a riscos econômicos globais 11:30 Trump diz que Taiwan concorda em comprar 30% do gás do projeto do oleoduto do Alasca 11:11 UE e Ucrânia abrem dois novos clusters nas negociações de adesão 10:47 Os agentes Dots da OpenAI visam automatizar tarefas complexas e aumentar a produtividade 09:32 Embaixador da ONU diz que resolução 2797 muda abordagem da ONU sobre a disputa do Saara Marroquino 09:28 Capitã do Futebol Feminino do Marrocos Ghizlane Chebbak Lamenta a Perda de Sua Irmã 09:20 Sahara Marroquino: Omar Hilale Apela a Solução Política Após Resolução da ONU 2797 09:15 Marrocos explora oportunidades e desafios na construção de uma indústria de defesa doméstica 08:50 Marroquinos lideram proprietários individuais estrangeiros na Itália, mostram dados oficiais 08:48 Ahmed Touizi Eleito Presidente da Câmara dos Representantes do Marrocos 08:32 A fome na África do Sul atinge seu nível mais alto desde 2010 08:15 Crescimento do turismo em Marrocos supera a média global com aumento de 15,9% na receita 23:15 FMI eleva previsão de crescimento do Marrocos para 4,5% em 2026 23:00 Filipinas avança projeto de lei para restringir acesso às redes sociais para crianças menores de 13 anos 22:42 Meta apresenta dois novos modelos de IA projetados para lidar com tarefas complexas 22:22 China pede negociações renovadas e paz duradoura no Oriente Médio 22:00 Chegadas de migrantes da África Ocidental na Europa caem 59% no primeiro semestre de 2026 21:30 The Bridge 2026 Reúne Empreendedores e Investidores em Casablanca no dia 17 de Outubro 21:00 Marrocos Está Perto de Acordo com Israel para Sistema de Mísseis Balísticos LORA 21:00 Presidente da FIFA Gianni Infantino enfrenta questionamentos sobre pagamentos adicionais de $1,76 milhão 20:32 A OPEC prevê aumento na demanda global de petróleo e alerta sobre falta de investimentos 20:30 Taiwan Retoma Processamento de Vistos para Cidadãos Marroquinos Após Suspensão de 81 Dias 20:15 Al Hilal lidera clubes árabes no ranking global enquanto Al Ahly sobe após vitória no derby do Cairo

Europeias. PS vencedor com Costa na calha para Conselho Europeu

Terça-feira 11 Junho 2024 - 17:17
Europeias. PS vencedor com Costa na calha para Conselho Europeu

A grande surpresa foi para a Iniciativa Liberal que elegeu dois deputados, “mais pela figura de Cotrim de Figueiredo” do que pelas ideias do partido. Chega não repetiu “sucesso” das legislativas, mas estreou-se na Europa.

Uma noite sem grandes surpresas. O PS venceu as eleições europeias, mas com uma diferença reduzida em relação à AD: quase 1,3 milhões de votos, conseguindo eleger oito deputados e superando os números de 2019, enquanto a coligação superou 1,2 milhões de votos, conseguindo eleger sete deputados, o que levou Luís Montenegro a reconhecer a derrota, mas acima de tudo, a anunciar o apoio a António Costa numa eventual candidatura ao Conselho Europeu. O Chega saiu derrotado e a Iniciativa Liberal é apontada como a grande vencedora deste ato eleitoral que contou com uma redução da taxa de abstenção para 62,48%.

Ao i, o politólogo José Filipe Pinto destaca dois vencedores: a Iniciativa Liberal e António Costa. “Nas eleições europeias, de vez em quando acontecem situações inusitadas. António Costa que não é candidato acabou por sair como grande vencedor quando viu Luís Montenegro dizer que iria apoiar a sua candidatura para presidente do Conselho Europeu”.

No entender de José Filipe Pinto, o PS ganhou, mas cumpriu os mínimos olímpicos. Mas recorda que “conseguiu suster aquilo que era o plano inclinado descendente em que se encontrava a liderança de Pedro Nuno Santos, já que em quatro eleições contava com três derrotas”. Quanto ao PSD, admite que Luís Montenegro “tem vindo a tentar rentabilizar a sua prática governativa, tem tentado cumprir as promessas e tem mostrado que está apostado na resolução dos problemas das pessoas”, mas refere que “não foi muito feliz na escolha do candidato e sabia que ao escolher Sebastião Bugalho estava a inviabilizar aquele que durante muito tempo foi apresentado como o rosto mais credível dentro da Aliança Democrática, que era Rui Moreira”. Soma-se, continua o politólogo, uma “dificuldade à posteriori, uma vez que os candidatos eleitos dificilmente poderão estar ao nível daquele que foi o desempenho altamente meritório dos eurodeputados anteriores”.

José Filipe Pinto vê como jogada de mestre o facto de Montenegro ter indicado que iria apoiar António Costa: “Foi um recado para a política interna e para o PS, revelando que era tempo de não querer que o PSD governasse com o programa do PS. Mas penso que este recado também seria dado mesmo num cenário de vitória”.

Também ao nosso jornal, a politóloga Paula Espírito Santo chama a atenção para o facto de a diferença entre o PS e a AD ser “pequena”, não vendo com surpresa o anúncio de apoio a Costa, referindo que se não houvesse esse apoio “teria justificar muito melhor porque é que Portugal não apoiava António Costa. E acrescenta: “Creio que houve uma opção política de Estado e não propriamente uma opção partidária em relação à figura de António Costa, que continua a ser uma figura relevante no plano político nacional e também internacional. Aliás, o próprio António Costa até disse que não avançaria se não tivesse o apoio do primeiro-ministro”.

Por outro lado, José Filipe Pinto ao nível partidário aponta como vendedor a Iniciativa Liberal – que acabou por ficar em quarto lugar, elegendo dois deputados e com 9,1% dos votos – na figura de João Cotrim de Figueiredo que, no seu entender, “mostrou ser o candidato mais bem preparado ao longo de todos os debates, dando a ideia de que era o único candidato sénior”.

Também Paula Espírito Santo admite que o voto tenha sido “muito mais mobilizado pelo cabeça de lista, que tem criado um valor político superior ao do partido”.

Chega perde gás

 Apesar das dúvidas que surgiram no final da noite de ontem, o Chega manteve-se como terceira força política, conquistando mais de 386 mil votos e elegendo dois deputados, entrando assim pela primeira vez no Parlamento Europeu. Ainda assim, ficou aquém dos objetivos definidos por André Ventura. Ao i, José Filipe Pinto recorda que o Chega “teve um enorme resultado” nas legislativas, mas é um partido unipessoal, com a figura do líder omnipresente e omnipotente. Um resultado que não foi possível copiar neste ato eleitoral, até porque, de acordo com o especialista em política, Tânger Correia veio a revelar-se como “o candidato mais mal preparado que não dominava vários dossiês e não conseguia falar para o seu público alvo”. E garante que os resultados não foram piores porque André Ventura entrou nos últimos na campanha. “O resultado ameaçava ser catastrófico e foi preciso André Ventura, depois de uma fase em que esteve muito mais preocupado com a questão da Madeira e com a questão de como controlar um grupo parlamentar de 50 deputados, assumir o papel de um não apoiante do candidato, mas praticamente do candidato. Nas arruadas, quem vinha à frente era André Ventura para minimizar as perda e isso prova que o Chega, ao contrário do que André Ventura diz, é um partido ainda muito unipessoal, um partido ainda sem história, ainda sem quadros e centrado na figura do líder”.

O responsável não hesita: “Se André Ventura não tivesse participado na parte final da campanha eleitoral, o Chega teria tido um resultado eleitoral muito próximo de desastroso e, em vez de dois eurodeputados provavelmente teria um, aproximando-se da CDU e do Bloco de Esquerda e teria sido ultrapassado pela Iniciativa Liberal”.

Uma opinião partilhada por Paula Espírito Santo, para quem o Chega “é um partido de um homem só”. Por isso, vê com naturalidade que o cabeça de lista não tenha sido capaz de repetir o “sucesso” das legislativas.

Esquerda comemora derrota

Os partidos de esquerda que conseguiram à tangente eleger um eurodeputado ”celebraram como uma grande vitória aquela que efetivamente foi uma derrota”, diz José Filipe Pinto, notando que, apesar de terem perdido representação parlamentar sabiam que corriam graves riscos de nem sequer terem representação no Parlamento Europeu.

Com mais de 167 mil votos, bem longe dos resultados alcançados nas últimas eleições europeias, Catarina Martins conseguiu manter a representatividade do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu. Também a CDU perdeu um dos dois eurodeputados, só João Oliveira conseguiu ser eleito, ao conquistar mais de 162 mil votos. Já o Livre foi um dos derrotados da noite: com mais de 148 mil votos, não conseguiu eleger nenhum candidato, apesar das previsões iniciais terem apontado para a possibilidade de poder vir a ter um. Um resultado que leva o politólogo a afirmar que a mensagem está a chegar cada vez menos junto de menos eleitorado e, por isso, já estão a lutar para a sobrevivência política. “Agora juntando a esquerda democrática, a esquerda radical e a extrema esquerda que tinham a maioria dos eurodeputados na legislatura anterior neste momento deixaram de o ter e deram lugar à direita que passou a ter a maioria. Isso é um sinal do eleitorado para o tipo de sociedade que pretende”, refere ao nosso jornal.

Também Paula Espírito Santo lembra que esta queda reflete uma tendência internacional. “Os partidos de esquerda, particularmente no caso dos comunistas, têm vindo a perder terreno internacionalmente. Portugal era um dos últimos países onde a força comparativa do Partido Comunista ainda tinha algum significado e expressão política. Eleições menos mobilizadoras, como é o caso das Europeias, afetam sobretudo os partidos mais pequenos, que dependem muito de uma mobilização eleitoral que, se for exígua ou muito pequena, acabam por ter menor expressão política”.

José Filipe Pinto dá ainda cartão vermelho ao Livre e ao PAN. “O Livre, apesar de parecer que teria condições para eleger um deputado, não conseguiu e desapossou o PAN de muitas das suas bandeiras”, afirma.

Direita em ascensão

Os resultados por toda a Europa foram marcadas por uma ascensão dos partidos de extrema-direita e da direita populista e conseguiram provocar um terramoto político em alguns países – em França, Macron marcou eleições legislativas para dia 30 de junho e na Bélgica, o primeiro-ministro demitiu-se – mas José Filipe Pinto explica que este crescimento se deve a dois motivos: “Primeiro, vários desses partidos populistas, culturais ou identitários precisam de uma história e essa história é conseguir ir sobrevivendo nos primeiros atos eleitorais, captando um eleitorado crescente e para que isso aconteça vem a segunda condição é que é preciso haver condições objetivas que possibilitem o erguer de bandeiras, como problemas com a imigração, com a criminalidade, com a ordem, problemas”, acrescentando que esses partidos “sabem cavalgar como ninguém a onda do descontentamento social”.

E dá vários exemplos. Um deles é Espanha, onde apesar de ter sido o Partido Popular (PP) a vencer com 34,2% dos votos, o Vox ascendeu a terceira força política com 9,6%. “O Vox tem condições objetivas para crescer por causa do conflito de separatismo basco e catalão. Então em nome da unidade de Espanha, o partido fez daí uma bandeira e tem condições sempre para seduzir o eleitorado”, refere o especialista em política.

O mesmo cenário repete-se em França depois de uma vitória esmagadora do partido de extrema-direita Rassemblement National (RN), liderado por Jordan Bardella e Marine Le Pen, que “tem condições para crescer porque a sociedade francesa é multicultural e com uma grande presença islâmica. E depois com vários atentados que houve tudo aponta para que possa cavalgar a onda do descontentamento face à imigração e aos problemas de segurança”.

José Filipe Pinto aponta ainda os Países Baixos, a Bélgica e a Holanda a enfrentarem os mesmos problemas, nomeadamente com os imigrantes oriundos do Magrebe, com os partidos de extrema-direita a estarem “numa posição de poderem cavalgar essa onda, no sentido de se apresentarem como defensores de uma cultura ameaçada”, contrariando, acredita, o que se verifica em Portugal. “Apesar de ainda haver portugueses com a memória do Império, o que aponta para uma situação de superioridade com consequente marcas de racismo e xenofobia, o povo português é miscigenado e está habituado a ter emigrantes e, por isso mesmo, não não considera correto ter para com os imigrantes um comportamento diferente daquele que deseja que os países que recebem os emigrantes tenham”, conclui ao i.


  • Fajr
  • Amanhecer
  • Dhuhr
  • Asr
  • Maghrib
  • Isha

Leia mais

Este site, walaw.press, utiliza cookies para lhe proporcionar uma boa experiência de navegação e melhorar continuamente os nossos serviços. Ao continuar a navegar neste site, você concorda com o uso desses cookies.