Estreito de Ormuz: Escolta militar considerada insuficiente para garantir a passagem
O Secretário-Geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, alertou que a escolta de navios por embarcações militares não garante a segurança total durante a travessia do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico no comércio global de energia.
Numa declaração publicada pelo Financial Times, Dominguez sublinhou que a assistência militar “não é uma solução sustentável nem a longo prazo” para garantir a livre passagem por esta via navegável vital, que está actualmente gravemente afectada pelas tensões no Médio Oriente.
O Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito, continua em grande parte paralisado, provocando o aumento dos preços da energia e reacendendo os receios inflacionistas a nível internacional.
Em resposta a esta situação, a Organização Marítima Internacional (OMI) também manifestou sérias preocupações com as condições de vida das tripulações retidas no Golfo Pérsico, particularmente em relação ao fornecimento de alimentos e bens essenciais.
Está agendada uma reunião extraordinária do Conselho da OMI para Londres, a fim de examinar o impacto do conflito regional no transporte marítimo e na segurança dos marinheiros. Nessa reunião, Arsenio Dominguez pediu às companhias de navegação que evitem quaisquer viagens de risco que possam pôr em perigo as tripulações e as embarcações.
No meio deste clima de grande incerteza, os custos de seguro para os navios que transitam pela região aumentaram drasticamente, atingindo quase 5% do valor das embarcações — um nível significativamente superior ao observado antes do início das tensões com o Irão.
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