Erdogan pede a remoção de barreiras de defesa da OTAN enquanto a Turquia busca um papel mais profundo na indústria
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan pediu aos membros da OTAN que removam as restrições que afetam a cooperação em defesa entre aliados, argumentando que uma maior integração industrial é essencial para fortalecer as capacidades de segurança da aliança.
Falando na abertura da cúpula dos líderes da OTAN em Ancara na quarta-feira, Erdogan pediu uma abordagem mais inclusiva para as parcerias de defesa, alertando que limites impostos à cooperação poderiam criar divisões desnecessárias entre os aliados europeus.
Ancara pressiona por um acesso mais amplo às iniciativas de defesa
Erdogan disse que as restrições dentro do setor de defesa da OTAN devem ser reconsideradas, particularmente aquelas que afetam a produção conjunta e os programas de tecnologia militar. Ele criticou abordagens que excluem membros não da União Europeia de certas iniciativas de defesa europeias, argumentando que a cooperação em segurança deve se estender além dos agrupamentos políticos.
A Turquia tem buscado um maior envolvimento em projetos de defesa europeus, incluindo mecanismos de financiamento destinados a reforçar as capacidades militares do continente. No entanto, a participação de Ancara enfrentou obstáculos relacionados a desavenças com alguns parceiros europeus sobre questões políticas e estratégicas.
A Turquia destaca suas crescentes ambições na indústria militar
Com o segundo maior exército da OTAN, a Turquia expandiu significativamente seu setor de defesa doméstico nos últimos anos, tornando-se um importante produtor e exportador de equipamentos militares.
Erdogan disse que seu país continua comprometido em aumentar os gastos com defesa e deve atingir a meta da OTAN de alocar 5% do produto interno bruto para defesa até 2030. Ele também anunciou recursos financeiros adicionais para o programa de defesa aérea "Domo de Aço" da Turquia, projetado para fortalecer a proteção nacional e aliada contra ameaças aéreas e de mísseis.
Discussões sobre o F-35 aumentam a pressão sobre a agenda da OTAN de Ancara
A questão das relações de defesa da Turquia com seus aliados ganhou mais atenção após o presidente dos EUA, Donald Trump, indicar que Washington poderia reconsiderar sanções contra Ancara e revisar uma possível venda de caças F-35.
Qualquer decisão sobre o programa de aeronaves provavelmente enfrentará desafios políticos nos Estados Unidos, particularmente no Congresso, onde permanecem preocupações sobre as escolhas de defesa anteriores da Turquia e suas políticas regionais.
Ancara busca uma posição mais forte dentro das estruturas de segurança ocidentais
A Turquia sempre argumentou que sua posição estratégica, capacidade militar e indústria de defesa a tornam uma contribuinte chave para o futuro da OTAN. Os últimos comentários de Erdogan refletem o esforço de Ancara para garantir um papel maior em projetos de defesa multinacionais, promovendo ao mesmo tempo uma maior autonomia para suas próprias capacidades de produção militar.
As discussões na cúpula de Ancara ocorrem enquanto os membros da OTAN reavaliam a cooperação em defesa, capacidade industrial e prioridades de segurança coletiva em meio a crescentes tensões geopolíticas.
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