Elon Musk procura a destituição de dirigentes da OpenAI em ação judicial de alto risco
O bilionário da tecnologia Elon Musk está a procurar a destituição do CEO da OpenAI, Sam Altman, e do presidente Greg Brockman dos seus cargos na empresa de inteligência artificial, como parte de um processo judicial que deverá ir a julgamento ainda este mês.
Numa petição judicial apresentada na terça-feira, os advogados de Musk detalharam as medidas que pretende tomar caso um juiz e um júri considerem que Altman e a OpenAI o defraudaram.
Musk processou Altman e a OpenAI em 2024, alegando que a empresa de inteligência artificial que ajudou a fundar há quase uma década o manipulou e o induziu em erro para doar 38 milhões de dólares sob o entendimento de que continuaria a ser uma organização sem fins lucrativos.
"O autor irá procurar uma ordem judicial para destituir Altman do cargo de diretor do conselho da OpenAI (organização sem fins lucrativos) e para destituir Altman e Brockman dos seus cargos na OpenAI (empresa com fins lucrativos)", afirmaram os advogados de Musk na petição.
Argumentaram que a destituição dos diretores e executivos de uma instituição de solidariedade é uma medida comum quando estes indivíduos não conseguem proteger ou cumprir a missão pública da organização.
O processo afirma ainda que Musk está a pedir ao tribunal que obrigue a OpenAI a voltar a operar como uma organização genuína sem fins lucrativos. A OpenAI concluiu uma reestruturação em outubro e é agora gerida como uma organização sem fins lucrativos, detendo uma participação de 26% no seu braço com fins lucrativos, que inclui o ChatGPT.
Musk, Altman e outros cofundaram a OpenAI em 2015 como um laboratório de IA sem fins lucrativos. Musk deixou a empresa em 2018, depois de tentar, sem sucesso, persuadir os seus executivos a fundi-la com a Tesla.
Em 2023, Musk lançou a xAI, uma empresa de IA concorrente que desenvolveu o chatbot e gerador de imagens Grok.
Na segunda-feira, a OpenAI enviou uma carta aos procuradores-gerais da Califórnia e do Delaware, instando-os a investigar o que descreveu como um comportamento impróprio e anticoncorrencial por parte de Musk e dos seus associados antes do julgamento.
Nessa carta, Jason Kwon, diretor de estratégia da OpenAI, alegou que Musk tinha tentado prejudicar a empresa através de uma série de ataques, incluindo a coordenação de esforços com o CEO da Meta, Mark Zuckerberg.
Os advogados de Musk afirmaram anteriormente, num documento apresentado em janeiro, que este deveria receber até 134 mil milhões de dólares de indemnização da OpenAI e da Microsoft, a principal investidora, descrevendo o montante como ganhos ilícitos relacionados com o seu trabalho inicial e o apoio financeiro à empresa.
No documento apresentado na terça-feira, no entanto, os advogados de Musk afirmaram que este procura que todos os alegados ganhos ilícitos, incluindo os da Microsoft, sejam devolvidos ao braço filantrópico da OpenAI.
-
17:17
-
16:26
-
15:42
-
14:58
-
14:14
-
12:15
-
11:30
-
10:45
-
10:00
-
09:15
-
08:30