Cientistas costarriquenhos identificam potencial nova espécie de tubarão-fantasma no Oceano Pacífico
Pesquisadores na Costa Rica anunciaram a descoberta do que pode ser uma espécie desconhecida de tubarão-fantasma, um raro peixe de profundidade cujas características físicas distintas e perfil genético sugerem que pode representar uma nova adição ao grupo de peixes cartilaginosos relacionados a tubarões e raias.
A descoberta, feita no Oceano Pacífico ao largo da costa sul da Costa Rica, pode expandir a compreensão científica da biodiversidade das profundezas marinhas na América Central e reformular o conhecimento sobre a distribuição desses animais marinhos elusivos.
Características distintas diferenciam o espécime
Cientistas afirmam que o tubarão-fantasma recém-identificado difere de espécies previamente documentadas de várias maneiras importantes.
De acordo com pesquisadores da Universidade da Costa Rica, o espécime possui um focinho visivelmente mais curto, uma coloração corporal mais escura e uma espinha da nadadeira dorsal significativamente mais longa do que outros tubarões-fantasma conhecidos.
O animal foi encontrado próximo ao Cabo Branco e à Ilha Caño nas águas do Pacífico da Costa Rica.
Evidências genéticas apoiam uma espécie separada
Análises genéticas indicam que os espécimes costarriquenhos estão reprodutivamente isolados das três espécies de tubarão-fantasma reconhecidas até o momento.
Essa separação sugere que a população pode representar uma espécie completamente distinta, em vez de uma variação regional de uma espécie existente.
Os pesquisadores alertam, no entanto, que estudos comparativos adicionais são necessários, pois espécimes semelhantes foram observados anteriormente ao largo das costas do Peru e do Chile. Uma análise genética mais aprofundada determinará se essas populações pertencem à mesma nova espécie identificada.
Um habitante raro do oceano profundo
Tubarões-fantasma, também conhecidos como quimeras, pertencem a um grupo antigo de peixes cartilaginosos que compartilham uma relação evolutiva distante com tubarões e raias.
Ao contrário de seus parentes mais conhecidos, as quimeras habitam ambientes marinhos profundos, onde se alimentam principalmente de crustáceos e outros organismos do fundo do mar a profundidades que atingem aproximadamente 2.600 metros.
Cientistas estimam que os tubarões-fantasma divergiram da linhagem evolutiva que leva aos tubarões modernos há quase 400 milhões de anos, tornando-os um dos grupos mais antigos sobreviventes de vertebrados com mandíbulas.
Descoberta destaca a riqueza dos ecossistemas de profundidade
Se confirmada, a descoberta costarriquenha representaria a primeira espécie de tubarão-fantasma documentada ao longo da costa do Pacífico da América Central.
Os pesquisadores acreditam que a espécie pode ter uma distribuição mais ampla ao longo da costa do Pacífico da América Central e do Sul, reforçando a importância da exploração contínua dos ecossistemas de profundidade que permanecem entre os habitats menos estudados da Terra.
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