China, Rússia e potências regionais são instadas a salvaguardar o cessar-fogo entre o Irão e os EUA
A China, a Rússia, a Turquia e o Paquistão podem trabalhar em conjunto para garantir a paz na região, disse esta quarta-feira o embaixador iraniano em Pequim, horas depois do anúncio de um cessar-fogo temporário entre Teerão e Washington.
“Esperamos que as diferentes partes possam garantir que os EUA não retomam a guerra”, disse Abdolreza Rahmani Fazli aos jornalistas em Pequim.
“Esperamos que o Conselho de Segurança da ONU, grandes potências como a China e a Rússia, bem como países mediadores como o Paquistão e a Turquia, trabalhem em conjunto para garantir a paz na região”, disse Fazli, segundo o jornal South China Morning Post.
“Esperamos que a guerra possa parar e que o cessar-fogo seja duradouro, e também precisamos de uma garantia fiável”, acrescentou.
A declaração foi feita horas depois de negociações indiretas mediadas pelo Paquistão entre os EUA e o Irão terem levado a um cessar-fogo de duas semanas.
Muitos países saudaram o cessar-fogo.
Notavelmente, a China e a Rússia vetaram na terça-feira uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que apelava a medidas "defensivas" coordenadas para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
A escalada regional intensificou-se quando Israel e os EUA lançaram uma ofensiva contra o Irão, a 28 de Fevereiro, matando mais de 1.340 pessoas, incluindo o então Líder Supremo, Ayatollah Ali Khamenei. As autoridades iranianas não atualizaram o número de mortos nos últimos dias.
O Irão retaliou com ataques de drones e mísseis contra Israel, Jordânia, Iraque e países do Golfo que albergam instalações militares americanas, causando vítimas e danos nas infraestruturas, além de perturbar os mercados globais e a aviação.
Pelo menos 13 militares norte-americanos foram mortos e dezenas ficaram feridos durante o conflito.
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