CFP. Portugal não suporta crescimento da despesa de “dois dígitos”
“Não é possível manter isto para a sanidade e salubridade das contas públicas”, disse Nazaré da Costa Cabral
A presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP) mostrou-se “preocupada” com o “comportamento da despesa” e diz que “o país não suportaria” taxas de crescimento anuais “na casa dos dois dígitos”, acenando à estimativa que aponta para uma taxa variação homóloga de “quase 10%”. Em termos comparativos, a responsável notou que a média entre 2021 e 2023 “essa despesa cresceu 4,2%”.
“Não é possível manter isto para a sanidade e salubridade das contas públicas”, disse Nazaré da Costa Cabral no Parlamento.
Para 2025, a responsável sublinhou que o Governo “está a prever uma taxa de variação da despesa de 6,6%”, o que se traduz numa desaceleração importante”, todavia, alerta que ainda está acima da média dos últimos anos”.
A presidente deste organismo quis deixar ainda “um aviso à navegação” no que diz respeita ao plano de médio prazo entregue a Bruxelas e que admite um crescimento da despesa pública líquida de 3,6%, sublinhando que “a margem é pequena” e que “há o risco de a qualquer momento esse limite ser ultrapassado”.
Segundo Nazaré da Costa Cabral, as estimativas do CFP apontam para uma taxa média de crescimento de 4,3%, isto é, “acima desse patamar”. E acrescentou: “A questão fulcral é que, havendo desvios anuais superiores àquilo que é o limiar de referência, há sempre risco de podermos ver acionado um procedimento por défice excessivo”, aponta, sublinhando que a única forma de salvaguardar essa situação é o país ter “um excedente orçamental ou, pelo menos, uma situação próxima do equilíbrio orçamental”, mas aquilo que se verifica é que em 2026 e 2027 os excedentes previstos são “muito, muito débeis”, o que coloca o país “na corda bamba” de não o poder atingir.
A presidente do CFP diz ainda que a situação internacional deve ser olhada “com cautela” e que as notícias “que vêm do exterior não são animadoras”, dando nomeadamente o caso da Alemanha, que enfrenta um “choque económico muito profundo”, à luz dos desafios da inteligência artificial e da descarbonização da economia, processos que “está a gerir com muita dificuldade”.
-
21:00
-
20:42
-
20:20
-
20:00
-
19:40
-
19:19
-
19:00
-
18:30
-
18:14
-
17:50
-
17:32
-
17:15
-
16:50
-
16:16
-
16:00
-
15:38
-
15:32
-
15:15
-
14:50
-
14:32
-
14:14
-
13:48
-
13:30
-
13:13
-
12:50
-
12:30
-
12:12
-
11:45
-
11:29
-
11:11
-
10:47
-
10:32
-
10:15
-
10:00
-
09:42
-
09:25
-
09:10
-
08:47
-
08:32
-
08:15