Banguecoque mantém o seu compromisso com a paz com o Camboja, apesar do luto real
A Tailândia anunciou o adiamento temporário da participação do seu primeiro-ministro, Anutin Charnvirakul, na cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), agendada para a Malásia, após a morte da antiga rainha Sirikit Kitiyakorn. A sua morte, ocorrida na sexta-feira, chocou todo o reino e mergulhou o país num período de luto nacional.
Sirikit Kitiyakorn, figura icónica da monarquia e viúva do rei Bhumibol Adulyadej, era profundamente respeitada pela sua dedicação social e pelo seu papel simbólico de "mãe da nação". A sua influência na vida pública e política tailandesa fez dela uma figura venerada, cuja perda se repercute muito para além das fronteiras do país.
Num discurso televisivo, Anutin Charnvirakul explicou que tinha cancelado a sua viagem à Malásia em respeito pelas tradições reais, especificando que a assinatura do acordo de paz com o Camboja seria simplesmente reagendada. "O acordo de paz entre a Tailândia e o Camboja, com a presença prevista do Primeiro-Ministro da Malásia e do Presidente dos EUA, será assinado amanhã de manhã", afirmou, sublinhando a importância deste projeto apoiado pela comunidade internacional.
Este adiamento, em grande parte simbólico, realça o desejo do governo tailandês de conciliar o dever nacional e as responsabilidades diplomáticas. Num contexto marcado pelo luto e pelo fervor monárquico, Banguecoque pretende prosseguir os seus esforços para estabilizar a região e resolver as persistentes disputas fronteiriças com Phnom Penh.
Apoiada pela Malásia e pelos Estados Unidos, esta iniciativa diplomática representa um passo decisivo para o reforço da cooperação regional, reiterando que a Tailândia, apesar da dor do luto, permanece fiel à sua visão de paz duradoura e de diálogo construtivo com os seus vizinhos.
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