Bancos centrais sinalizam mudança histórica nas estratégias de reservas, afastando-se do dólar americano
Bancos centrais ao redor do mundo devem gradualmente reduzir a participação do dólar americano em suas reservas de câmbio ao longo da próxima década, marcando uma mudança significativa nas estratégias de gestão de reservas globais, de acordo com uma pesquisa recente realizada pelo think tank financeiro OMFIF.
O estudo sugere que os gestores de reservas estão cada vez mais buscando maior diversificação à medida que respondem à incerteza geopolítica, aos riscos financeiros em evolução e às expectativas de que o sistema monetário internacional se tornará mais multipolar nos próximos anos.
Em vez de aumentar a exposição ao dólar americano, muitos bancos centrais planejam expandir suas reservas de ouro, que continua a ser vista como um depósito confiável de valor durante períodos de incerteza econômica e política. A pesquisa também indica um crescente interesse em outras moedas de reserva, incluindo a libra esterlina, a coroa norueguesa e o dólar neozelandês.
A pesquisa coletou respostas de 90 bancos centrais, além de fundos soberanos e fundos de pensão públicos que gerenciam aproximadamente $10 trilhões em ativos combinados. Suas opiniões fornecem uma visão de como alguns dos maiores investidores institucionais do mundo estão se preparando para mudanças de longo prazo na paisagem financeira global.
Analistas observam que a diversificação de reservas se tornou uma estratégia cada vez mais importante à medida que os países buscam fortalecer a resiliência financeira e reduzir os riscos de concentração. Embora o dólar americano continue a ser a moeda de reserva dominante do mundo, várias economias expandiram o uso de moedas alternativas em liquidações comerciais e transações financeiras nos últimos anos.
O relatório também destaca o papel crescente da tecnologia no banco central. Mais de dois terços das instituições participantes disseram que esperam aumentar o uso de inteligência artificial em áreas como previsão econômica, gestão de riscos, supervisão financeira e eficiência operacional nos próximos anos.
Apesar das expectativas de diversificação gradual, os economistas geralmente concordam que o dólar americano deve continuar sendo a principal moeda de reserva global no futuro previsível, devido ao tamanho da economia dos EUA, à profundidade de seus mercados financeiros e à liquidez dos ativos denominados em dólares. No entanto, a pesquisa sugere que os gestores de reservas estão cada vez mais adotando estratégias de investimento mais amplas, projetadas para melhorar a flexibilidade e a resiliência em uma economia global em rápida mudança.
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