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A Apresentação do Manifesto da Independência: Um Momento Decisivo na Luta Nacional Marroquina
O povo marroquino prepara-se para comemorar o 82º aniversário da apresentação do Manifesto da Independência, a 11 de janeiro de 1944, um acontecimento marcante que representou um passo decisivo na luta pela liberdade, independência e soberania nacional. Esta data permanece profundamente gravada na memória colectiva como um dos actos fundadores do movimento nacional marroquino.
Nesta ocasião, a Delegação Geral dos Antigos Combatentes da Resistência e Membros do Exército de Libertação sublinhou que esta comemoração se realiza num espírito de orgulho e de contínua mobilização nacional, sob a liderança de Sua Majestade o Rei Mohammed VI. A Delegação recorda que o Manifesto da Independência constitui um dos capítulos mais gloriosos da história marroquina, reflectindo a maturidade da consciência nacional e a força do vínculo indissolúvel entre o Trono e o povo na defesa dos princípios religiosos e nacionais.
A apresentação do documento de 11 de janeiro de 1944 permanece um poderoso símbolo de lealdade às figuras do movimento nacional, da resistência e do Exército de Libertação, bem como uma homenagem aos sacrifícios feitos pelos marroquinos para se libertarem do domínio colonial e preservarem a dignidade e a unidade do país. Ao longo da sua história, Marrocos enfrentou ambições estrangeiras, defendendo resolutamente a sua identidade, integridade territorial e soberania, apesar da divisão do seu território entre protetorados franceses e espanhóis, das regiões do sul sob domínio colonial e do estatuto internacional de Tânger.
Neste contexto de fragmentação, o Trono e o povo travaram uma luta multifacetada e prolongada, conjugando resistência armada, levantamentos populares e acção política, nomeadamente através da oposição ao dahir de 16 de Maio de 1930, da apresentação de reivindicações reformistas em 1934 e 1936, antes do culminar simbólico do Manifesto da Independência. Sua Majestade Mohammed V, o falecido pai da nação e herói da libertação, desempenhou um papel central na orientação e consolidação desta luta, personificando a vontade colectiva de emancipação e desafiando as tentativas de apagar a identidade nacional.
O Manifesto da Independência expressou reivindicações claras, tanto políticas como institucionais, apelando à independência de Marrocos sob a autoridade legítima de Sidi Mohammed Ben Youssef, ao reconhecimento internacional desta independência e ao estabelecimento de um sistema político baseado na consulta e na garantia dos direitos e responsabilidades de todos os cidadãos. No seu contexto histórico, este documento constituiu uma verdadeira revolução nacional, revelando a determinação dos marroquinos em decidir o seu próprio futuro.
A Delegação destacou ainda a continuidade deste ímpeto nacional nos desafios atuais, saudando, nomeadamente, a Resolução 2797 da ONU e os progressos diplomáticos alcançados sob a liderança de Sua Majestade o Rei Mohammed VI relativamente à questão do Saara marroquino. Reafirmou o apoio de todos os segmentos da sociedade marroquina ao plano de autonomia, considerado uma solução realista e credível no âmbito de uma regionalização avançada.
Para assinalar esta comemoração estão previstas diversas atividades, incluindo um encontro e um simpósio intelectual organizados em Rabat, bem como eventos culturais, educativos e comemorativos por todo o Reino. Estas iniciativas visam transmitir às gerações mais jovens os valores, as lições e as mensagens transmitidas por este evento histórico, ao mesmo tempo que homenageiam os antigos combatentes da resistência pelos seus sacrifícios ao serviço da nação.