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Petróleo dispara à medida que conflito na Ucrânia se intensifica
As tensões na Ucrânia continuam a abalar os mercados globais e o sector petrolífero não está imune a esta instabilidade. Os preços do petróleo registaram um aumento notável na quinta-feira, alimentado pela escalada geopolítica entre Kiev e Moscovo e por dados inesperados sobre as reservas americanas.
Aumento dos preços do petróleo
Por volta das 12h30 GMT, o barril de Brent do Mar do Norte, referência global, subiu 2,05% para 74,30 dólares. Por seu lado, o West Texas Intermediate (WTI), o principal indicador americano, subiu 2,24%, atingindo os 70,29 dólares. Esta tendência ascendente ilustra a preocupação dos investidores com as incertezas geopolíticas e potenciais perturbações na oferta.
Escalada militar na Ucrânia
A situação na Ucrânia tomou um rumo preocupante com a acusação de Kiev de que a Rússia lançou um míssil balístico intercontinental no seu território, uma novidade neste conflito. Embora não esteja armado com ogivas nucleares, este acto marca mais um passo na intensificação das hostilidades. Moscovo, por seu lado, prometeu recentemente uma resposta “apropriada” à utilização de mísseis ocidentais pela Ucrânia.
Este contexto tenso influencia directamente os mercados energéticos, com os intervenientes a anteciparem potenciais impactos na produção e distribuição de petróleo no caso de um alargamento do conflito.
Reservas dos EUA e outros fatores
Além das tensões geopolíticas, os dados publicados na quarta-feira pela Administração de Informação sobre Energia dos EUA (EIA) surpreenderam o mercado. As reservas comerciais de petróleo aumentaram 500 mil barris na semana passada, face às expectativas de uma queda de 85 mil barris. Este resultado inesperado é parcialmente explicado por uma desaceleração das atividades de refinaria.
No entanto, os elementos estão a moderar este aumento. As interrupções no campo petrolífero de Johan Sverdrup, na Noruega, foram resolvidas e espera-se que a unidade cazaque de Tengiz retome todas as operações até ao fim de semana.
O mercado do gás também sob pressão
As tensões estão também a afectar o mercado europeu do gás. O contrato holandês TTF, a principal referência, subiu 2,66% para atingir os 48,04 euros por megawatt-hora, um nível que não se via há mais de um ano. Embora a Europa tenha reduzido a sua dependência do gás russo, o encerramento dos gasodutos continua a limitar os fluxos, aumentando ainda mais a pressão sobre os preços.
Um contexto sob estreita vigilância
A combinação de tensões geopolíticas, dados económicos inesperados e factores sazonais mantém os mercados energéticos altamente voláteis. Os investidores permanecerão atentos aos desenvolvimentos na Ucrânia e ao seu potencial impacto no abastecimento energético mundial.
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